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Redação 29 de Abril, 2026
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Bahia está entre estados com maior custo por preso no Brasil, aponta levantamento

Bahia
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Redação 29 de Abril, 2026

A Bahia aparece entre os estados que mais gastam com a população carcerária no país. De acordo com dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais, o custo mensal médio por preso no estado chegou a R$ 3.449,56 em 2026, valor superior a dois salários mínimos.

Os números ganham ainda mais relevância no recorte mais recente. Apenas no mês de fevereiro, o custo por detento na Bahia atingiu R$ 4.403,35, superando inclusive estados como Santa Catarina, que apresenta uma das maiores médias anuais, com R$ 3.549,53. As informações são do Bahia Notícias.

O cenário coloca o estado acima de unidades como São Paulo, onde o custo médio é de R$ 1.959,55, e do Distrito Federal, com R$ 2.476,39. Em nível nacional, apenas alguns estados, como Amapá e Maranhão, registram valores próximos ou superiores em determinados períodos.

Os dados sobre os custos se somam a episódios recentes que evidenciam fragilidades no sistema prisional baiano. Um dos casos mais recentes envolve a fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, no extremo sul do estado, em dezembro de 2024.

A investigação conduzida pelo Ministério Público da Bahia, por meio do Gaeco, apontou que a ação teria sido planejada ao longo de 40 dias, com uso de visitas facilitadas, escavações nas celas e apoio externo.

A delação premiada da ex-diretora da unidade, Joneuma Silva Neres, também trouxe à tona troca de mensagens com o ex-deputado federal Uldurico Júnior, indicando tentativas de reação à repercussão do caso.

Outro ponto citado nas investigações envolve o ex-ministro Geddel Vieira Lima, apontado como possível beneficiário de parte de uma suposta propina de R$ 2 milhões relacionada à facilitação da fuga. As acusações constam na delação e ainda são objeto de apuração.

Em uma das mensagens analisadas, a ex-diretora afirmou: “Sim, mas quando a Seap quer ela abafa”, em referência à Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização, sugerindo possível contenção de episódios semelhantes.

As investigações seguem em andamento.