Bahia registra menor número de nascimentos em 50 anos; estado acumula seis quedas seguidas
Em 2024, apenas 159,3 mil bebês nasceram no estado; Salvador tem redução recorde e queda atinge 70% dos municípios
A Bahia registrou, em 2024, o menor número de nascimentos em cinco décadas, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (10). Foram contabilizados 159.337 bebês, volume que representa queda de 6,6% em relação ao ano anterior — o sexto recuo consecutivo desde 2019.
O total é o mais baixo desde 1974, início da série histórica das Estatísticas do Registro Civil. Em números absolutos, a Bahia teve a quarta maior redução do país, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
No ranking proporcional, o estado aparece com a oitava maior queda. Acre, Rondônia e Piauí lideram o movimento de declínio nacional.
Salvador tem sétima queda seguida e menor número da história
O recuo também se refletiu na capital. Salvador registrou 23.361 nascimentos em 2024, queda de 9,2% na comparação com 2023 — 2.357 registros a menos.
É o menor volume já observado na série histórica e coloca a capital baiana entre as que tiveram maiores reduções do país, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.
Queda atinge 70% dos municípios baianos
O fenômeno não se restringe às grandes cidades. Entre 2023 e 2024, 291 municípios (70% do estado) tiveram redução no número de nascimentos.
As maiores quedas após Salvador ocorreram em:
Feira de Santana: -660 (-8,3%)
Vitória da Conquista: -313 (-6,3%)
Lauro de Freitas: -299 (-12,7%)
Especialistas apontam que a tendência acompanha o cenário nacional e está relacionada ao envelhecimento populacional, dificuldades econômicas, mudanças no planejamento familiar e adiamento da maternidade.