Calendário
sexta-feira, 14 de Agosto, 2026
Redação 14 de Agosto, 2026
Icone - Autor

Bahia tem segunda maior taxa de desemprego do Brasil no segundo trimestre de 2026

Bahia
Icone - Autor
Redação 14 de Agosto, 2026

A Bahia terminou o segundo trimestre de 2026 com uma das situações mais desfavoráveis do mercado de trabalho brasileiro. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado apresentou taxa de desocupação de 9,1%, ficando atrás somente do Amapá, que registrou 9,8%.

O índice baiano ficou bem acima da média nacional, que foi de 5,4% entre abril e junho. Pernambuco e Piauí aparecem na sequência do ranking, ambos com 8,3%, enquanto Sergipe e Alagoas tiveram taxas de 7,9%.

Na outra ponta, Santa Catarina apresentou o menor percentual de desemprego do país, com 2,1%. Mato Grosso, com 2,2%, e Espírito Santo, com 2,3%, também ficaram entre os estados com os melhores resultados.

Apesar de ainda figurar entre as maiores taxas do Brasil, a Bahia apresentou uma pequena melhora em relação aos primeiros três meses do ano. No primeiro trimestre, o estado havia registrado 9,2% de desocupação.

Em todo o país, o cenário também foi de redução do desemprego. A taxa nacional passou de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% entre abril e junho. No período anterior, cerca de 6,6 milhões de brasileiros estavam sem trabalho e procurando uma oportunidade.

Segundo o IBGE, os resultados variam entre as unidades da Federação por causa de fatores relacionados à estrutura econômica, ao nível de industrialização e à escolaridade da população. Estados das regiões Sul e Sudeste, por exemplo, apresentaram indicadores mais favoráveis que grande parte dos estados do Norte e Nordeste.

A pesquisa considera como desocupadas as pessoas com 14 anos ou mais que não estavam trabalhando, mas haviam procurado emprego no período analisado. O levantamento inclui trabalhadores formais e informais, temporários e profissionais que atuam por conta própria.

Os números também revelam diferenças de acordo com sexo e raça. No segundo trimestre, a taxa de desocupação entre as mulheres foi de 6,4%, superior aos 4,6% registrados entre os homens. Entre a população preta, o índice chegou a 6,9%, enquanto entre pardos ficou em 6,1%. Já entre os brancos, a taxa foi de 4,2%.