Blocos Afros podem se tornar patrimônio imaterial da Bahia
A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) recebeu o Projeto de Lei nº 25.965/2025, que propõe o reconhecimento dos blocos afros, incluindo seus desfiles, música, dança, estética, práticas e tradições, como Patrimônio Cultural Imaterial do estado. A iniciativa busca valorizar essas manifestações artísticas e culturais que representam a identidade afro-brasileira na Bahia.
Segundo a justificativa do deputado Radiovaldo Costa, autor do projeto, grupos como Ilê Aiyê, Olodum, Muzenza e Malê Debalê surgiram na década de 1970 como formas de afirmação identitária e resistência ao racismo, transmitindo saberes tradicionais e fortalecendo a autoestima da juventude negra. Além disso, são importantes para a economia cultural e turística, promovendo geração de empregos, revitalização urbana e projeção internacional da cultura baiana.
O projeto prevê que o Poder Público Estadual, em conjunto com municípios e sociedade civil, adote medidas para preservar, promover e fomentar essas manifestações, garantindo recursos, espaços e condições para os desfiles e atividades durante o Carnaval e ao longo do ano.