Caso Sara Freitas: Justiça decide que suspeitos vão a júri popular
Grupo será julgado por feminicídio cometido por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima
Os quatro homens acusados de participar do assassinato da cantora Sara Freitas, vão a júri popular após decisão da Vara Criminal de Dias D’Ávila.
Ederlan Santos Mariano, marido de Sara, Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como Bispo Zadoque, Gideão Duarte de Lima e Victor Gabriel Oliveira Neves serão julgados por feminicídio cometido por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, ocultação de cadáver e associação criminosa.
Sara foi encontrada morta no dia 27 de outubro de 2023, na BA-093, altura de Dias D’Ávila. Antes de ser encontrada, ela ficou desaparecida por quatro dias. A família pediu para que a cantora não seja mais chamada de “Sara Mariano”, para não associá-la ao sobrenome do marido, mandante do crime.
De acordo com o delegado Euvaldo Costa, as investigações elucidaram a participação de cada um no crime: Ederlan encomendou enquanto Gideão levou Sara até o local combinado. Victor segurou a vítima para que o Bispo Zadoque a esfaqueasse.
Ederlan teria pago uma quantia em dinheiro pela participação de cada um dos envolvidos. Bispo Zadoque recebeu R$900 para executar a vítima, Victor Gabriel recebeu R$200 para segurar Sara, Gideão recebeu R$400 pelo transporte da vítima e um quarto homem identificado como cantor Davi Oliveira, recebeu R$200 porque sabia do plano.
Investigações apontam ainda que Sara foi morta pois o objetivo do grupo era alavancar a carreira de Davi.