Consciência Negra e literatura infantil afrocentrada
No mês da Consciência Negra, o Studio Palma destaca a importância da literatura infantil afrocentrada para fortalecer a autoimagem de crianças negras e ampliar a representatividade no imaginário social. Os autores baianos Gilmara Belmon, Marcos Cajé, Márcia Mendes e Regina Luz dedicam suas obras à ancestralidade, à afetividade e à valorização da identidade afro-brasileira.
Gilmara Belmon, pedagoga e Mestra em Educação, defende a necessidade de narrativas afroafetivas e afrocentradas. Em seu livro mais recente, A Magia da Colcha de Retalhos, resgata memórias e afetos que conectam gerações.
Marcos Cajé, Mestre em História da África, soma 20 livros publicados e é referência na literatura afro-fantástica. Seu novo título, O Mar de Kumi, apresenta uma jornada mágica e ancestral inspirada no mar de Salvador.
Márcia Mendes, Mestra em Ensino e curadora da FLIPASSÉ, utiliza a literatura “negro-afetiva” para destacar o protagonismo das infâncias negras. Em O Vestido de Poá de Lavanda, explora memória, afeto e poesia.
Regina Luz, escritora e educadora, reforça a escrita como instrumento de transformação. Em Meu Sonho Cor do Luar, narra a busca de Chica por sua ancestralidade e sua descoberta como descendente da poetisa Auta de Souza.