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Redação 03 de Julho, 2026
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Cooperativa suspende cirurgias cardíacas pelo Planserv após impasse sobre reajuste de honorários

Bahia
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Redação 03 de Julho, 2026

Procedimentos já autorizados serão mantidos, mas novas cirurgias eletivas ficam suspensas até que haja avanço nas negociações

Os beneficiários do Planserv que necessitam de cirurgias cardiovasculares e torácicas passaram a enfrentar restrições no atendimento após a Cardiotórax, cooperativa que reúne cirurgiões cardiovasculares e torácicos da Bahia, anunciar a suspensão da prestação de serviços ao plano de assistência dos servidores estaduais. A medida entrou em vigor nesta quinta-feira (2). A informação foi divulgada pelo Jornal Correio.

De acordo com a cooperativa, a decisão foi tomada após meses de negociações sem acordo com o Planserv. A entidade afirma que o contrato enfrenta um desequilíbrio econômico-financeiro causado pela ausência de reajuste dos honorários médicos há quatro anos e pela necessidade de revisão do teto de faturamento.

Segundo a Cardiotórax, o Planserv foi notificado sobre a situação em março deste ano. Após uma reunião realizada em junho, um novo ofício foi encaminhado com prazo para resposta até o dia 26 do mesmo mês. A cooperativa afirma que não recebeu retorno formal dentro do período estabelecido.

Em nota, a advogada da Cardiotórax, Marina Basile, afirmou que a suspensão foi adotada somente após o esgotamento das tentativas de negociação.

“A Cardiotórax buscou o diálogo até o limite possível. Estamos falando de uma relação essencial para milhares de beneficiários, mas também de um modelo que precisa garantir condições mínimas de sustentabilidade para que médicos altamente especializados continuem prestando assistência com segurança, qualidade e previsibilidade”, declarou.

Apesar da suspensão, a cooperativa informou que todos os procedimentos e cirurgias que já possuem autorização emitida pelo Planserv serão realizados normalmente. Já as cirurgias eletivas que ainda não receberam autorização não poderão ser faturadas ao plano enquanto durar a suspensão contratual. Nesses casos, os pacientes deverão ser orientados sobre outras possibilidades de atendimento, incluindo a realização do procedimento de forma particular.

Em situações de urgência e emergência, a realização das cirurgias ficará a critério do médico responsável, conforme a avaliação clínica de cada paciente. A Cardiotórax informou ainda que buscará alternativas para viabilizar o faturamento desses atendimentos durante o período de suspensão e que os hospitais e o Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb) já foram comunicados sobre a decisão.

A cooperativa destacou que a medida poderá ser revista caso haja avanço nas negociações com o Planserv. Enquanto isso, orienta os beneficiários a buscar informações junto à entidade e ao próprio plano sobre autorizações, rede credenciada e demais procedimentos administrativos.

Até a publicação desta reportagem, o Planserv não havia se manifestado sobre as alegações da cooperativa.