Elmar Nascimento ressalta apoio do PSB e fala sobre novas lideranças políticas
Em ao Se Ligue Bahia o deputado federal Elmar Nascimento falou sobre os desafios enfrentados pelo governo Lula na Câmara dos Deputados, a situação política na Bahia e o apoio que recebeu do PSB. Para o deputado, as recentes derrotas do governo Lula em pautas de costume dificultam as articulação política nesse contexto.
“Essas pautas refletem o perfil conservador da Câmara, resultado das eleições e do perfil dos deputados,” explicou o deputado. Ele observou que a articulação política enfrenta grandes desafios nessas questões.
“Não tem articulador político que resolva. Estamos vivendo num mundo digital, em que há uma sincronia entre a base do deputado e os deputados, sobretudo num ano de eleição,” acrescentou.
Comentando sobre o apoio partidário à reeleição de Bruno Reis e os esforços da União Brasil para expandir suas prefeituras no estado, Nascimento destacou a importância de distinguir entre eleições municipais e nacionais.
“Na eleição municipal, o sujeito quer saber como está a educação, a saúde, o esgoto, a coleta de lixo, temas vinculados ao município. A eleição nacional é contaminada pela eleição presidencial, que tem sempre influência na eleição de governo do estado,” explicou.
Em relação à emergência de novas lideranças, Nascimento falou sobre a possibilidade de Luiz Eduardo Magalhães Filho assumir um papel de destaque na oposição.
“Eu sou suspeito para falar porque sou muito amigo do Duquinho. Seria um ganho muito grande para a política se ele decidisse entrar na política. Ele é um jovem preparado e competente,” elogiou.
No entanto, Nascimento expressou dúvidas sobre o interesse de Magalhães Filho em seguir essa carreira. “Não acho que ele tenha esse interesse agora, mas se tivesse, seria muito bem-vindo, e é claro que o União Brasil é a casa dele,” completou.
Nascimento também comentou sobre o apoio que recebeu do PSB e a possibilidade de novos gestos de apoio nos próximos dias.
“Não está deflagrado isso ainda. Foi uma coisa que aconteceu naturalmente, um pouco atropelado por conta das eleições municipais de Recife, onde apoiamos João Campos,” explicou.
Ele mencionou a forte influência do PSB em Pernambuco e a relação de reciprocidade que existe. “O PSB hoje são 14 deputados, dos quais 5 são de Pernambuco. Eles têm uma influência muito grande que vem desde o avô do João, o pai dele, sob o Diretório Nacional do Partido. Quando ele fala, é claro que ele verbaliza um pouco pelo Diretório. No momento certo, as coisas vão iniciar, e isso não é agora. Acho que no mínimo em agosto, pra começar a tratar desse assunto,” finalizou.