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Redação 17 de Julho, 2025
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Erro de grafia em nome leva baiano a ser preso por engano em SP

Bahia
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Redação 17 de Julho, 2025

Um erro na escrita do nome levou à prisão de um baiano de 56 anos em São Paulo. Jabson Andrade da Silva, natural de Araci (BA), que reside na capital paulista desde a década de 90, foi detido por engano no lugar de Jabison Andrade da Silva, que também é baiano, natural de Ubatã, na Bahia. Ambos possuem nomes semelhantes, e a falha no processo resultou na prisão equivocada por estupro de vulnerável.

Segundo a denúncia, Jabison, o verdadeiro suspeito do crime, estuprou a enteada entre 2008 e 2015 no interior da Bahia. A mãe da vítima foi quem realizou a denúncia. No entanto, no momento do registro, houve uma falha na grafia do nome que persistiu até o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

Jabson, a vítima do erro, ficou detido por mais de uma semana. No momento da prisão, ele estava com a esposa, que se sentiu mal ao ouvir a acusação. Ele contou que sofreu várias ofensas, além das condições degradantes do presídio, onde permaneceu até que o erro fosse corrigido.

“Quando cheguei, eles raspam a cabeça e me fizeram colocar a mão numa grade. Um policial penal gritou comigo: ‘Recolhe a mão, seu arrombado’. É assim o tratamento lá dentro. Te tratam muito mal. Você não pode responder nada. É enlouquecedor. Tem pessoas que surtam lá dentro. Eu falava que era inocente, mas diziam que todos falam isso”, relatou.

Ele ainda revelou que a cela onde ficou tinha outros presos que já teriam sido detidos outras vezes. “É até difícil relatar como foi. As coisas foram acontecendo a cada instante. A cela que me deixaram, tinha um rapaz que já tinha puxado 20 anos de cadeia, juntando todas as prisões. Tinha sido preso umas quatro, cinco vezes. Foi horrível. A comida é pouca, e o lugar é feito para ninguém gostar daquilo. É desumano”, desabafou Jabson para o g1 SP.

Em nota, o Tribunal de Justiça da Bahia informou que solicitou a soltura de Jabson após o Ministério Público e a Polícia Civil reconhecerem um erro na identificação durante o inquérito e a denúncia. O MP-BA apontou, em parecer enviado à Justiça no dia 11 de julho, que há indícios de homonímia entre Jabson e o verdadeiro autor do crime.