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Redação 09 de Outubro, 2026
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Ex-comandante da PM é condenado a mais de 50 anos por desviar recursos públicos na Bahia

Bahia
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Redação 09 de Outubro, 2026

O ex-capitão da Polícia Militar Fabrício Carlos Santiago dos Santos foi condenado a 50 anos, 10 meses e dois dias de prisão por crimes relacionados ao desvio de recursos públicos na Bahia. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (8). O policial está preso preventivamente desde janeiro de 2025, após ser denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) em quatro ações penais.

Segundo as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul), o ex-comandante utilizava a função pública para obter vantagens indevidas e direcionar recursos da corporação a interesses particulares.

Em uma das condenações, ele recebeu pena de 18 anos e quatro meses por corrupção passiva majorada e peculato. Conforme o MP-BA, quando comandava a 4ª Companhia da PM em Santa Cruz Cabrália, o oficial teria recebido pagamentos para direcionar policiais e viaturas à segurança de uma barraca de praia em Coroa Vermelha, além de antecipar informações sobre fiscalizações. Foram identificadas 74 transferências, que somaram R$ 102.013,72.

Outra sentença, proferida em junho deste ano, estabeleceu pena de 21 anos, um mês e 27 dias por corrupção passiva e peculato. Nesse caso, as investigações apontaram o recebimento de vantagens indevidas em troca do direcionamento de policiais e viaturas para a segurança de uma propriedade privada na região de Campo Verde.

Em setembro de 2025, o policial já havia sido condenado a cinco anos, um mês e 27 dias de prisão por corrupção passiva. A primeira sentença, de maio daquele ano, fixou pena de seis anos, dois meses e oito dias pelo mesmo crime, após a identificação de uma suposta cobrança de vantagem para intervir na liberação irregular de uma motocicleta apreendida.

As quatro ações descrevem diferentes episódios de uso da estrutura da Polícia Militar para benefício privado, incluindo a segurança de estabelecimentos e propriedades particulares, a liberação irregular de veículos e a cobrança de vantagens relacionadas a eventos.