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Redação 21 de Maio, 2025
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Iuri Sheik não foi absolvido por unanimidade — e a lei não permite; entenda como funciona o júri popular

Bahia
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Redação 21 de Maio, 2025

No quesito sobre absolvição, resultado foi 4 a 3

O influenciador digital Iuri Santos Abraão, conhecido como Iuri Sheik, foi absolvido nesta terça-feira (20) em julgamento no Fórum Desembargador Wilde de Lima, em Santo Antônio de Jesus, mas a decisão não foi unânime, como chegou a ser divulgado. Ele respondia por homicídio contra o empresário William Oliveira, ocorrido durante os festejos juninos de 2019. A defesa alegou legítima defesa.

Apesar da absolvição, a votação dos jurados revelou um júri dividido. Três quesitos foram submetidos ao Conselho de Sentença. Nos dois primeiros — sobre a materialidade do crime (se o crime ocorreu) e a autoria (se Iuri foi o autor dos disparos) — o placar foi de 4 a 0. Como a maioria dos sete jurados já havia sido alcançada, os demais votos não são contabilizados, conforme determina a legislação brasileira.

A regra está prevista no artigo 489 do Código de Processo Penal, que determina o encerramento da votação assim que se forma maioria simples — ou seja, quatro votos em um mesmo sentido — evitando que todos os jurados se manifestem quando o resultado já é matematicamente irreversível. A medida visa proteger o sigilo dos votos e evitar a exposição dos jurados.

No terceiro quesito, sobre a absolvição, todos os sete jurados votaram, com resultado apertado: 4 votos a favor da absolvição e 3 contra. Isso mostra que a decisão final foi tomada por maioria, como prevê a lei, e não por unanimidade.

Após o julgamento, o advogado da família da vítima, Vivaldo Amaral, afirmou que irá recorrer da decisão e buscar um novo júri nos próximos meses.