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Redação 07 de Outubro, 2026
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Júri de acusada de envenenar mãe e duas crianças é adiado após defesa alegar necessidade de cirurgia

Bahia
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Redação 07 de Outubro, 2026

O julgamento de Elisângela Almeida de Oliveira, acusada de envenenar e matar uma mulher e as duas filhas dela, foi adiado nesta quarta-feira (7), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. A nova sessão do Tribunal do Júri deve ocorrer em dezembro deste ano.

A defesa de Elisângela comunicou à Justiça que ela precisará ser submetida a uma cirurgia, motivo pelo qual o julgamento não pôde ser realizado na data prevista. Ela responde pela morte de Adriane Ribeiro Santos, de 23 anos, e das filhas dela, Greicy Santos da Conceição, de 5 anos, e Ruth Santos da Conceição, de 2.

O caso aconteceu em 2018, no município de Maragogipe, no Recôncavo Baiano. As três vítimas morreram em um intervalo de aproximadamente 15 dias. O cachorro da família também morreu na mesma época.

As suspeitas de envenenamento surgiram após a morte de Adriane e Ruth. Durante as investigações, policiais encontraram um líquido e um chocolate na residência da família. Análises laboratoriais identificaram a presença de inseticida agrícola nas duas amostras.

Greicy foi a primeira vítima. A criança passou mal em 30 de julho e foi encaminhada para uma unidade hospitalar em São Félix, mas não resistiu. Inicialmente, a morte foi tratada como decorrente de causas naturais.

Em 6 de agosto, Ruth apresentou sintomas semelhantes e também morreu. Uma semana depois, em 13 de agosto, Adriane passou mal e precisou ser atendida. Ela também não resistiu.

Com a sequência de mortes, a Polícia Civil passou a investigar a possibilidade de envenenamento. Segundo a apuração, Elisângela teria colocado o inseticida em alimentos consumidos pelas vítimas após um desentendimento com Adriane. A investigação também apontou um possível interesse da acusada pelo marido da vítima como uma das motivações para o crime.

Jeferson Brandão, marido de Adriane e pai das duas crianças, foi o único integrante da família a sobreviver. Ele prestou depoimento durante as investigações e, conforme a polícia, não foi apontado como participante das mortes.

O marido de Elisângela, identificado como Valci, também foi investigado por uma possível participação no caso. A polícia chegou a apurar se o casal teria tentado interferir nas investigações, incluindo supostas ações para pressionar testemunhas e destruir provas.