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Caroline Xavier 30 de Setembro, 2024
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Longa-metragem é filmado durante 24ª Peregrinação Tupinambá em Ilhéus

Bahia
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Caroline Xavier 30 de Setembro, 2024

Neste domingo (29), ocorreu a 24ª Peregrinação Tupinambá, que reuniu mais de 5 mil pessoas e contou com a filmagem de cenas do longa-metragem baiano “Ama mba’é Taba Ama”, com estreia prevista para o segundo semestre de 2025. A caminhada teve um trajeto de 7 km, partindo da praça da Igreja Nossa Senhora da Escada de Olivença até a foz do Rio Cururupe, em Ilhéus, no Litoral Sul da Bahia. Essa caminhada tem como objetivo reforçar as lutas travadas desde a colonização.

O filme mostrará a rotina de quatro indígenas tupinambás da Aldeia Tukum, em Ilhéus, conectados à força espiritual da vivência indígena, especialmente pela influência da cultura ancestral. O termo “Ama mba’é Taba Ama” significa “Levanta, essa aldeia, Levanta” e dá título ao canto ritual em uma língua nativa tupi, representando a luta do povo indígena local contra a invasão de seu território.

Gal Solaris, cineasta e uma das diretoras do filme, afirmou que a produção visa fortalecer a luta: “Escolhemos a caminhada para gravar as principais cenas, incluindo as finais, por ser uma região onde existem cerca de 20 aldeias do território indígena Tupinambá de Olivença. Registramos rituais que ainda são realizados na aldeia Tukum Tupinambá, em Olivença, que reúnem indígenas locais e de outras regiões, como os Pataxó Hã-Hã-Hãe, para fortalecer a luta”.

A caminhada, realizada desde 2000, rememora o massacre ordenado por Mem de Sá em 1559, que deixou nove quilômetros de corpos indígenas entre a praia e a foz do Rio Cururupe. O evento reúne diferentes gerações do povo Tupinambá, permitindo a transmissão de conhecimentos dos anciãos aos jovens. Também serve como espaço para protestar sobre questões importantes para os povos originários, como a regularização fundiária de territórios sagrados, o Marco Temporal e a morte de indígenas devido à invasão de terras. Nesta edição, foi celebrado o retorno do Manto Tupinambá ao Brasil, após mais de 300 anos na Dinamarca.