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Vittor Amorim 17 de Junho, 2025
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“Mais fluidez e continuidade do tráfego”, diz superintendente do DNIT sobre cancelas fechadas no São João

Bahia
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Vittor Amorim 17 de Junho, 2025

O superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na Bahia, Roberto Alcântara, detalhou nesta terça-feira (17), a decisão do órgão de manter o tráfego pelas faixas laterais nas praças de pedágio das BRs-324 e 116 durante o período do São João. Segundo ele, a medida visa garantir fluidez no tráfego e evitar riscos aos usuários. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Se Ligue Bahia da Rádio Itapoan FM.

“São cinco veículos em cinco faixas disputando para entrar em duas faixas. Então isso é evidentemente que vai trazer retenção, engarrafamento longo”, afirmou o superintendente. Questionado se a liberação das cancelas traria mais transtornos, ele respondeu: “Sem dúvida alguma. Isto não é uma decisão feita só pelo DNIT. Nós estivemos nas praças de pedágio analisando e verificamos exatamente isso”, afirmou Alcântara.

De acordo com Alcântara, a manutenção das laterais evita o afunilamento em trechos críticos. Ele explicou que, na BR-324, quando há um serviço de tapa-buraco que interrompe uma das faixas, o tráfego já sofre retenção.

“Para além da retenção que nós iríamos ter, nós também teríamos um perigo para a segurança dos usuários, porque as praças de pedágio, as cabines, estão abertas. Imagine que a nossa expectativa é que na quinta-feira nós tenhamos em torno de 80 mil veículos passando nas praças de pedágio abertas. Se 1% apenas for um pouco imprudente, ele pode passar com uma velocidade indevida num espaço estreito que é aquele espaço da cabine”, disse o superintendente.

Alcântara disse que o atual modelo oferece mais continuidade na viagem. “Hoje, a praça de pedágio é mais um ponto dentre outros da 324. O usuário vem numa pista dupla, segue por uma pista dupla na lateral. O que apenas ele tem que fazer é reduzir a velocidade para 60 km por hora, o que ele já faz em diversos pontos da 324. Então, se tornaria muito mais arriscado nós termos que abrir algumas cabines e passar em 5 faixas, ou 3, ou 4, e em seguida ter que reduzir para 2. Então, seria um ponto de retenção, sem dúvida alguma”, destaca Roberto.

Sobre como o DNIT está contribuindo para a fluidez do trânsito, ele comparou a situação com o funcionamento de um restaurante durante o São João.

“Eu vou trazer o São João lá de Euclides da Cunha, que é um dos melhores da Bahia. Digamos que o restaurante lá de Jeremoabo tem um fluxo de 25 clientes por dia e dois garçons. Quando chega no São João, ao invés de 25 clientes, ele vai ter 100 clientes. Naturalmente que esses dois garçons não vão dar conta de atender essa demanda. É o que acontece com a BR-324. Não é a praça de pedágio que vai trazer o congestionamento. O que vai trazer o congestionamento é o alto volume de veículos. Você imagine que 20 mil veículos numa extensão de apenas 100 quilômetros é como se nós tivéssemos ali um veículo a cada 5 metros”, explica Alcântara.

Questionado sobre o suporte nas rodovias durante o feriadão, Alcântara destacou que o DNIT já está atuando desde o fim da concessão da ViaBahia. “Desde o dia 15, nós temos guincho, ambulância, veículos para remoção de animais, combate de incêndio. Nos últimos 30 dias, nós já tivemos atendimentos, 357 atendimentos relativos a acidentes, incidentes, maus súbitos. Foram 542 atendimentos com guincho. Isso em apenas 30 dias, ou seja, cerca de mil atendimentos que o DNIT vem fazendo”, destaca Roberto.

Ele também divulgou o telefone de emergência para os usuários das BRs: 0800-580-2848.

“Nós mantivemos a mesma estrutura da ViaBahia, inclusive os mesmos funcionários. Os serviços de atendimento aos usuários estão em pleno funcionamento, seja na 324 ou na 116, com ambulância, com guincho à disposição para o São João”, disse Alcântara.

Por fim, Alcântara explicou que o DNIT não participa diretamente do processo da nova concessão das rodovias, que está sendo conduzido pela ANTT e pelo Ministério dos Transportes.

“O DNIT foi chamado para administrar as rodovias até que uma nova concessão seja concluída. A expectativa é que no final do ano, primeiro trimestre de 2026, nós já tenhamos o leilão. Quanto maior forem os investimentos, certamente maior será a tarifa, mas isso está sendo construído junto com a população, para que se chegue a uma tarifa mais justa possível”, concluiu o superintendente.