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Redação 01 de Setembro, 2026
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Marceneiro é suspeito de dopar clientes e causar prejuízo de R$ 60 mil na Bahia

Bahia
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Redação 01 de Setembro, 2026

Um marceneiro de 23 anos, preso suspeito de dopar clientes em Itabuna, no sul da Bahia, é investigado por causar pelo menos R$ 60 mil em prejuízos às vítimas. Carlos Henrique Rosa dos Santos está preso desde 15 de agosto e teria usado bebidas e alimentos para dopar as pessoas antes de acessar aplicativos bancários e realizar transferências.

Segundo o delegado Lucas Pedra, titular da Delegacia de Furtos e Roubos de Itabuna, quatro pessoas relataram terem sido vítimas do suspeito. Três inquéritos já foram instaurados e estão em estágio avançado, enquanto uma quarta denúncia está sendo apurada.

Carlos Henrique passou por um novo interrogatório na segunda-feira (31), no Conjunto Penal de Itabuna. De acordo com o delegado, o suspeito confessou a prática de dois crimes e afirmou ter utilizado apenas um medicamento para dopar as vítimas. A versão ainda será analisada por meio de laudos toxicológicos.

Segundo os relatos, o marceneiro primeiro conquistava a confiança dos clientes e, depois, oferecia bebidas ou alimentos. Após o consumo, as vítimas perdiam a consciência.

Uma professora de 68 anos, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), precisou ser internada em uma UTI após consumir um alimento oferecido pelo suspeito. Enquanto ela estava hospitalizada, foram realizadas movimentações de aproximadamente R$ 40 mil em sua conta.

Outro homem, de 42 anos, relatou ter perdido a consciência após beber um chá preparado pelo investigado. Ao acordar no dia seguinte, descobriu que R$ 7.890 haviam sido retirados de sua conta por transferências via Pix.

Uma terceira vítima, de 53 anos, também afirmou ter perdido a consciência após consumir bebidas na companhia do suspeito. O homem acordou em uma unidade hospitalar e percebeu que havia perdido o celular e cartões bancários. Posteriormente, identificou cerca de R$ 19,8 mil em compras não autorizadas.

Embora os valores relatados pelas vítimas ultrapassem R$ 67 mil, a Polícia Civil confirma, até o momento, prejuízo de R$ 60 mil. As investigações continuam e o valor pode aumentar conforme novos casos sejam apurados.