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Redação 17 de Julho, 2026
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MP-BA denuncia seis policiais por mortes durante operação em Caraíva e pede afastamento dos agentes

Bahia
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Redação 17 de Julho, 2026

Seis policiais foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por envolvimento na operação que terminou com a morte do guia de turismo Victor Cerqueira Santos Santana, conhecido como “Vitinho”, de 28 anos, e do suspeito Davisson Sampaio dos Santos, o “Alongado”, no distrito de Caraíva, em Porto Seguro, no Extremo Sul da Bahia. Além da denúncia, o órgão pediu o afastamento cautelar dos agentes de suas funções enquanto o processo criminal estiver em andamento.

Os denunciados são quatro policiais militares e dois policiais civis. Os nomes não foram divulgados. Eles vão responder por dois homicídios qualificados — por motivo torpe, perigo comum e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas —, além do crime de emprego de arma de fogo de uso restrito.

O caso aconteceu durante a chamada “Operação Travessia”, realizada em 10 de maio de 2025. Na ocasião, além das duas mortes, um terceiro homem foi preso pelos agentes durante a ação no distrito, conhecido por ser um dos principais destinos turísticos do município de Porto Seguro.

De acordo com o Procedimento Investigatório Criminal (PIC), conduzido pelo MP-BA, os policiais chegaram a Caraíva fortemente armados e atuaram de forma coordenada. A investigação aponta que uma das vítimas foi baleada diversas vezes em via pública, sem qualquer possibilidade de defesa, enquanto a outra foi abordada, revistada e morta logo em seguida.

As conclusões do Ministério Público são reforçadas por laudos produzidos após a exumação dos corpos, que identificaram lesões anteriores aos disparos. Segundo o órgão, as evidências indicam que as mortes ocorreram fora de uma situação real de confronto, com as vítimas em condição de vulnerabilidade.

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou apenas que, à época dos fatos, todas as providências investigativas necessárias foram adotadas para assegurar a transparência da ocorrência, sem comentar diretamente a denúncia apresentada pelo Ministério Público.