MP-BA pede suspensão de contratos de R$ 936 mil para shows de Calcinha Preta e Netto Brito em Iraquara
Os contratos milionários para os festejos juninos de 2026 em Iraquara entraram na mira do Ministério Público da Bahia (MP-BA). O órgão recomendou que a prefeitura suspenda imediatamente as contratações da banda Calcinha Preta e do cantor Netto Brito, além de interromper qualquer pagamento relacionado aos shows.
Somados, os acordos chegam a R$ 936 mil. Conforme o MP-BA, o cachê da banda foi fixado em R$ 646 mil, enquanto o do cantor Netto Brito ficou em R$ 290 mil.
A recomendação foi assinada pelo promotor de Justiça Lucas Peixoto Valente, que apontou possível incompatibilidade entre os valores contratados e os parâmetros estabelecidos pela Nota Técnica Conjunta nº 01/2026. Segundo o órgão, os reajustes em comparação ao ano anterior foram considerados elevados, chegando a 31,45% no contrato da banda e 52,23% no do cantor.
Além da suspensão dos contratos, o Ministério Público solicitou que a Prefeitura de Iraquara envie toda a documentação referente aos processos de inexigibilidade de licitação. O objetivo é analisar as justificativas apresentadas para os cachês e verificar se os preços estão dentro da média praticada no mercado.
O MP-BA também pediu informações detalhadas sobre a situação financeira do município, incluindo disponibilidade de caixa e comprovação de regularidade no pagamento de despesas essenciais.
Segundo o órgão, a medida busca evitar que os gastos com os festejos comprometam serviços públicos prioritários ou provoquem suplementações orçamentárias consideradas irregulares.