Paulo Cavalcanti oficializa candidatura à presidência da FACEB e defende renovação institucional
O empresário Paulo Cavalcanti, atual presidente do Conselho Superior da Associação Comercial da Bahia (ACB) anunciou nesta sexta-feira (27), sua candidatura à presidência da Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Bahia (FACEB). A decisão foi comunicada por meio de carta encaminhada aos presidentes das associações comerciais de todo o estado.
Cavalcanti afirmou que a candidatura surge a partir de um “movimento de responsabilidade” e de amadurecimento institucional e destacou que a iniciativa não representa confronto pessoal e reconhece a trajetória do atual presidente da FACEB, Clóvis Cedraz, que já havia manifestado a intenção de iniciar o processo de sucessão.
“Não se trata de enfrentamento. Trata-se de maturidade democrática. Eu acredito que nenhuma instituição deve se confundir com uma pessoa”, afirmou.
Paulo Cavalcanti presidiu a Diretoria Executiva da ACB no biênio 2023–2025 e atualmente comanda o Conselho Superior da entidade, fundada em 1811. Também atua como coordenador na Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB).
Durante sua gestão à frente do conselho, o empresário defende maior protagonismo do associativismo no cenário nacional, incluindo a proposta de criação do Dia Nacional do Associativismo.
“Nós temos 417 municípios na Bahia. Quantas associações estão fortes, estruturadas e influentes? Estamos fortes o suficiente?”, questionou.
Ao comparar a Bahia com estados como Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás, Cavalcanti sustenta que é possível alcançar um modelo mais integrado e estratégico de atuação. Entre as propostas apresentadas estão mandato com prazo definido, alternância de gestão como princípio institucional, fortalecimento das associações municipais e ampliação do associativismo no interior.
O empresário também defende maior alinhamento da Bahia com a articulação nacional da CACB e atuação firme na defesa das prerrogativas da função social da empresa, previstas na Constituição.
“Assim como a OAB defende as prerrogativas do advogado, nós precisamos defender as prerrogativas do empreendedor. O empresário não luta sozinho. Não é por vaidade. É por dever. A transformação que queremos para o Brasil começa dentro das nossas próprias instituições”, completou.