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Redação 21 de Outubro, 2026
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Prefeita de Cansanção que nomeou filha para chefia de gabinete já foi condenada por lavagem de dinheiro

Bahia
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Redação 21 de Outubro, 2026

A prefeita de Cansanção, no norte da Bahia, Vilma Rosa de Oliveira Gomes (MDB), conhecida como “Mamãe”, voltou ao centro de discussões após nomear a própria filha, Pollyanna Oliveira Gomes, para o cargo de chefe de gabinete da administração municipal. A gestora já foi condenada pela Justiça Federal por lavagem de dinheiro em processo que também envolveu familiares.

A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Município na última sexta-feira (16). O decreto assinado pela prefeita não apresenta informações sobre a qualificação profissional da filha, a remuneração prevista para o cargo ou os critérios utilizados para a escolha.

Vilma Gomes está em seu segundo mandato à frente da Prefeitura de Cansanção. Ela foi eleita pela primeira vez em 2018 e reeleita em 2022. Antes dela, o município foi administrado pelo marido, Ranulfo Gomes, por dois mandatos consecutivos, entre 2008 e 2016.

Imagem ilustrativa da imagem Prefeita nomeia própria filha para chefia de gabinete na Bahia

Condenação por lavagem de dinheiro

Em agosto de 2024, Vilma Gomes e a filha Pollyanna foram condenadas pela Justiça Federal a 7 anos, 1 mês e 15 dias de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro. O ex-prefeito Ranulfo Gomes recebeu pena de 9 anos, 10 meses e 3 dias de prisão.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os três fizeram parte de um esquema de ocultação de recursos públicos desviados entre 2011 e 2014, período em que Ranulfo comandava a Prefeitura de Cansanção.

As investigações foram conduzidas no âmbito da Operação Making Of, deflagrada em 2015 para apurar suspeitas de fraude em contratos firmados entre o município e empresas ligadas à família do então gestor. Segundo o MPF, o esquema movimentou mais de R$ 26,5 milhões.

Na época investigada, Vilma ocupava o cargo de secretária municipal de Saúde, enquanto Pollyanna administrava uma empresa que também foi alvo das apurações.

A sentença foi proferida pela 2ª Vara Federal Criminal de Salvador. Segundo a decisão judicial, foram utilizadas contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas para dificultar a identificação da origem dos recursos movimentados.

O processo foi encaminhado ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) para análise dos recursos apresentados pelas defesas. Até o momento, não há informação pública sobre o julgamento desses recursos ou eventual alteração das condenações.