Prefeito de Alagoinhas sanciona Dia da Consciência Humana; ativistas negros rechaçam
Professora e ativista, Bárbara Carine apontou ainda que prefeito assinou o documento no dia 25 de julho - Dia da Mulher Negra, Latinoamericana e Caribenha
Professora da Universidade Federal da Bahia e escritora, Bárbara Carine publicou um vídeo no seu Instagram, onde dispara críticas a uma decisão do prefeito de Alagoinhas, Joaquim Neto (PSD). O gestor sancionou a Lei nº 2.802/2024, que institui o Dia Municipal da Consciência Humana na cidade.
Conforme publicação no Diário Oficial do Município desta terça-feira (30), a partir de agora, ocorre a celebração no dia 10 de setembro e já está em vigor neste ano.
Um outro ponto levantado pela professora e ativista, é que o prefeito assinou o documento no dia 25 de julho — Dia da Mulher Negra, Latinoamericana e Caribenha.
“E sabe o que é pior? O prefeito é amostradinho. Ele assinou a lei no dia 25 de julho, veja só que desaforo. É isso aí. Vocês sabem que isso é pensado justamente como uma estratégia de depreciação, de contenção, de construção de um demérito da luta histórica e secular dos movimentos sociais negros organizados quando a gente pensa o Dia da Consciência Negra. Muita gente vai questionar que ‘não tem o Dia da Consciência Branca’, porque o mundo é de vocês, o mundo da branquitude, pra quê vai ter o dia? Todos os dias são de vocês, do protagonismo de vocês. (…) Quem mais quer consciência humana é a comunidade negra, comunidade indígena. A gente sonha com isso”, disse.
Bárbara Carine é autora dos “Querido estudante negro”, “História preta das coisas”, “Como ser um educador antirraista”, entre outros. Após a publicação da professora e ativista, militantes fizeram coro à crítica contra a instituição da data.