Procon-BA inicia operação para fiscalizar preços dos combustíveis na Bahia
Diante das recentes altas nos combustíveis, a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor da Bahia passou a intensificar a fiscalização sobre os preços praticados em postos de todo o estado. A iniciativa busca verificar se os reajustes aplicados ao consumidor estão de acordo com os custos reais do mercado, em um cenário de instabilidade internacional provocado por tensões no Oriente Médio.
A operação, intitulada “De Olho no Preço”, teve início na quinta-feira (12) e marca a primeira etapa de um conjunto de ações voltadas ao acompanhamento do setor. Como medida inicial, o órgão solicitou esclarecimentos à Refinaria de Mataripe sobre a política de preços adotada nos últimos 30 dias.
Além disso, postos de combustíveis passaram a ser notificados para apresentar informações sobre os valores cobrados antes dos reajustes recentes, bem como as justificativas para possíveis aumentos nas bombas.
Segundo o diretor de fiscalização do Procon-BA, Iratan Vilas Boas, a análise envolve o cruzamento dos dados fornecidos pela refinaria e pelos revendedores, com o objetivo de identificar eventuais práticas abusivas ou aumentos sem respaldo econômico.
Os reajustes ocorreram após anúncio feito pela Acelen, responsável pela operação da refinaria baiana. A gasolina destinada às distribuidoras teve aumento de 7,4%, passando de R$ 3,05 para R$ 3,27. Já o diesel S10 registrou alta de 19,5%, subindo de R$ 4,18 para R$ 4,99, enquanto o diesel S500 passou de R$ 4,08 para R$ 4,89, representando aumento de 20%.
Em nota, a empresa informou que a definição dos preços considera fatores como a cotação internacional do petróleo, a variação do dólar e os custos logísticos, ressaltando que adota critérios técnicos alinhados às práticas do mercado global.
De acordo com o Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniência do Estado da Bahia, o atual cenário internacional, marcado por tensões entre Irã e Estados Unidos, tem pressionado o mercado de petróleo e pode continuar influenciando os preços dos combustíveis no país.