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Redação 18 de Abril, 2024
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Professor da Ufba é acusado de assédio por estudantes

Bahia
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Redação 18 de Abril, 2024

Alunos da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Salvador, manifestaram-se contra o professor Paulo Lauro Nascimento Dourado na manhã desta quinta-feira (18), no campus de Ondina. Aproximadamente 40 pessoas entraram na sala onde ele estava ministrando aula, expressando protestos e exigindo sua saída. Apesar da pressão dos alunos, o professor permaneceu na sala, o que aumentou a tensão. A situação só se resolveu às 13h30, quando Paulo Dourado decidiu deixar o local. Alunas acusam o docente de assédio, mas ele nega todas as acusações.

Segundo o jornal Correio, o protesto teve início às 10h30, quando os alunos invadiram a sala do Pavilhão de Aulas da Federação. Durante o protesto, estudantes disseram frases como “a Ufba não é lugar de assediador” e “assediador não pode ser professor”. Paulo Dourado, que também é diretor teatral, classificou as acusações como “absurdas”.

Durante o protesto, o professor tentou responder às acusações, mas foi impedido pelos estudantes. A manifestação só terminou quando Cláudio Cajaíba, diretor da Escola de Teatro, interveio para acalmar a situação. Às 13h30, Paulo Dourado saiu da sala de aula. Toda a ação foi transmitida ao vivo pelo perfil do Diretório Acadêmico da Escola de Teatro no Instagram, responsável pela organização do protesto.

Em 2022, o docente assinou um termo de ajustamento de conduta junto à Unidade Seccional de Correição da Ufba, após acusações de assédio sexual e moral. De acordo com alunas, ele teria feito comentários sobre o corpo de uma estudante durante uma aula online.

“Houve uma denúncia de duas alunas e a Ufba fez um processo burocrático muito lento, que só terminou no ano passado. No final do processo, teria que assinar um termo de ajuste de conduta dizendo que, como funcionário público, me obrigo a cumprir as normas de convivência e cordialidade. Eu obviamente assinei e o processo foi extinto”, explicou o professor.

Paulo Dourado nega que tenha assediado a aluna. “Foi uma acusação descabida. Não havia nenhum cabimento de denúncia de assédio sexual e moral, na segunda aula da turma, e ainda por cima online”, completou.

Após assinar o termo de ajustamento de conduta, o professor conduziu uma palestra abordando os desafios contemporâneos enfrentados pela universidade. Logo depois, retomou suas atividades ministrando disciplinas obrigatórias no currículo dos alunos da Escola de Teatro, razão que motivou o protesto de hoje (18).