Réplica do maior diamante do mundo chega a Lençóis
Uma réplica do maior diamante carbonato do mundo, encontrado em Lençóis em 1895, foi doada à Sociedade União dos Mineiros (SUM) pelo professor do Museu de História Natural de Paris, Francois Farges. O ‘carbonato de Sérgio’, como é conhecida a pedra, foi apresentado ao público na manhã desta quinta-feira (1º), na sede da SUM, no centro da cidade.
A presidente da SUM, Ivonete Eunízia dos Santos, destacou o valor histórico da peça, que poderá ser apreciada pelos visitantes. “Trata-se de um patrimônio do Brasil, da Bahia e de Lençóis”, afirmou.
A chegada da réplica ocorre durante a 173ª Festa de Nosso Senhor dos Passos, padroeiro dos garimpeiros da cidade. O garimpo de diamantes em Lençóis começou em 1845 e foi proibido em 1996.
O carbonato original tinha 3,245 quilates e foi encontrado pelo garimpeiro Sérgio Borges de Carvalho no garimpo do Brejo da Lama. Com a mesma composição do diamante, mas sem cristalização, é conhecido como “diamante negro”. Após sua descoberta, a pedra foi comprada por negociantes franceses e levada para Paris, onde foi moldada em metal antes de ser enviada para a Inglaterra.
O pesquisador da Universidade de Feira de Santana, Roy Funch, mediou a doação da réplica. Segundo ele, a peça foi reencontrada pelo professor Farges em 2023, levando à decisão de produzir uma nova cópia em impressão 3D para envio a Lençóis. A primeira tentativa de envio fracassou devido a entraves alfandegários, mas uma nova remessa, identificada como presente, foi liberada em dezembro após pagamento de taxas.
A réplica do carbonato ficará exposta no Memorial do Garimpeiro, na sede da Sociedade União dos Mineiros, localizada na Avenida 7 de Setembro, 106, no centro de Lençóis.