Bahia registra queda na fecundidade e envelhecimento da maternidade, aponta IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (5) dados do Censo Demográfico de 2022 que mostram mudanças significativas no perfil da maternidade na Bahia. As mulheres estão se tornando mães mais tarde e tendo menos filhos, o que tem provocado uma redução contínua da taxa de fecundidade no estado.
O levantamento contabilizou 4,083 milhões de mães em 2022, o equivalente a 65,8% da população feminina com 12 anos ou mais. O estudo revelou que o número de mães com até 34 anos caiu 24,8% em relação a 2010, enquanto o grupo com 35 anos ou mais cresceu 28%, passando a representar quase oito em cada dez mães baianas.
O total de filhos gerados também diminuiu: foram 881.476 nascimentos a menos em dez anos, uma queda de 6,9%. A taxa de fecundidade caiu de 1,70 para 1,55 filho por mulher, abaixo da média de reposição populacional de 2,10. Em Salvador, o índice foi ainda menor, 1,14, a terceira taxa mais baixa entre as capitais brasileiras. No interior, os contrastes são grandes: Sítio do Mato lidera com 2,74 filhos por mulher, enquanto Novo Triunfo registra apenas 0,81.
Os dados também mostram que a fecundidade é inversamente proporcional ao nível de escolaridade. Mulheres sem instrução ou com ensino fundamental incompleto tiveram taxa de 1,97, enquanto aquelas com ensino superior completo registraram apenas 1,13.
O recorte por raça e cor indica maior fecundidade entre indígenas (2,02), seguidas por pardas (1,61), pretas (1,55) e amarelas (1,48). As mulheres brancas apresentaram o menor índice, 1,37.