Caso Gabriel Monteiro tem nova repercussão após vídeo com alegação de retratação de denunciante
O caso envolvendo o ex-vereador Gabriel Monteiro voltou ao centro das atenções após uma nova manifestação pública feita por ele nas redes sociais. A repercussão retoma discussões sobre denúncias graves, o papel das instituições na apuração dos fatos e os impactos sociais tanto para acusados quanto para denunciantes.
Monteiro publicou um vídeo que classificou como o mais importante de sua vida, no qual afirma que a mulher responsável pelas acusações teria se retratado judicialmente. Segundo ele, essa retratação teria ocorrido por meio de um acordo, no qual a denunciante admitiria que mentiu para evitar possíveis sanções legais.
De acordo com o ex-parlamentar, as acusações incluíam crimes graves, como estupro, lesão corporal e infrações relacionadas à lei de drogas. Ele sustenta que essas denúncias resultaram em sua prisão e causaram danos significativos à sua reputação.
Em seu relato, Monteiro afirmou ter passado cerca de dois anos e meio preso, além de mais de um ano sob monitoramento por tornozeleira eletrônica, totalizando quase quatro anos de impactos diretos em sua vida pessoal.
Ele também declarou que outras pessoas teriam procurado autoridades para rever depoimentos prestados anteriormente, alegando que houve pressão externa para a criação de denúncias — afirmação que ainda não possui confirmação oficial.
O caso ganhou grande visibilidade em 2022, quando vieram à tona denúncias de abuso sexual, exploração e outras irregularidades, levando à cassação de seu mandato pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro e ao início de processos judiciais.
Até o momento, não há confirmação pública detalhada por parte do Judiciário ou do Ministério Público sobre a existência do acordo mencionado. Especialistas em direito destacam que, mesmo em casos de retratação, investigações envolvendo crimes graves podem prosseguir independentemente da vontade das partes envolvidas.