De Häagen-Dazs a Ford: veja marcas que encerraram operações no Brasil
A decisão da General Mills de encerrar a distribuição da Häagen-Dazs no Brasil, após quase três décadas de presença no país, se soma a uma lista de marcas internacionais que, nos últimos anos, deixaram o mercado brasileiro ou encerraram parte de suas operações por aqui.
A fabricante americana informou que a marca de sorvetes não será mais distribuída no país em razão de uma reformulação de portfólio. A Häagen-Dazs chegou ao Brasil em 1997 e chegou a operar lojas próprias. Em 2018, a General Mills fechou as últimas unidades, mas manteve a venda dos produtos por outros canais até a decisão de encerrar a distribuição.
A saída da marca ocorre em um cenário em que empresas de diferentes setores têm revisto suas estratégias no Brasil. Em alguns casos, a decisão resultou no fechamento de fábricas ou lojas. Em outros, as companhias encerraram a venda direta de produtos, deixaram determinados segmentos ou transferiram suas operações para novos controladores.
A Haribo é um dos exemplos mais recentes. A fabricante alemã de doces, conhecida pelos Ursinhos de Ouro, anunciou neste ano o encerramento da produção no Brasil e o fechamento de sua fábrica em Bauru, no interior de São Paulo. A empresa havia iniciado a produção local em 2016, na primeira unidade da companhia instalada fora da Europa.
No setor automotivo, a Ford encerrou a produção de veículos no Brasil em 2021. As fábricas de Camaçari, na Bahia, Taubaté, em São Paulo, e da Troller, em Horizonte, no Ceará, foram fechadas. A montadora, no entanto, não deixou o mercado brasileiro, manteve a operação comercial e passou a vender veículos importados.
A Mercedes-Benz seguiu caminho semelhante em relação à produção de automóveis. Em 2020, anunciou o fechamento da fábrica de Iracemápolis, em São Paulo, onde produzia modelos como Classe C e GLA. A empresa manteve no país, porém, a fabricação de caminhões e chassis de ônibus, além da venda de carros importados.
No varejo, algumas marcas encerraram completamente suas lojas. A Forever 21 fechou sua operação física no Brasil em 2022, depois de oito anos no país. A Fnac também deixou o mercado brasileiro após a venda da operação à Livraria Cultura, com o fechamento das últimas lojas em 2018. A britânica Topshop encerrou sua presença física no país em 2016, ao fechar sua última unidade.
Já o Walmart deixou de existir como marca nas lojas brasileiras após a venda do controle da operação ao fundo Advent International, em 2018. O negócio passou por uma reestruturação e, posteriormente, adotou a marca Grupo BIG.
Outras empresas reduziram sua presença em segmentos específicos. A Sony fechou sua fábrica em Manaus e deixou de vender diretamente no Brasil televisores, câmeras e equipamentos de áudio. A companhia, porém, manteve negócios como PlayStation, música, entretenimento e soluções profissionais.
A Nikon também encerrou suas atividades diretas no país após deixar de comercializar câmeras, lentes e acessórios. A Roche, por sua vez, fechou sua fábrica de medicamentos no Rio de Janeiro, processo concluído em 2024, mas manteve suas atividades comerciais no Brasil.