Desenrola 2.0 começa com falhas e reclamações de clientes em bancos
O primeiro dia de funcionamento do novo Desenrola Brasil, nesta quarta-feira (6), foi marcado por dificuldades relatadas por endividados que tentaram renegociar débitos em agências e canais digitais dos principais bancos. Muitos clientes afirmaram não conseguir informações claras ou fechar acordos.
A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil foram as únicas instituições que confirmaram já estar operando o programa, ainda que com restrições. No BB, renegociações começaram às 11h, mas clientes relataram instabilidade nos aplicativos e falta de orientação em agências. A Caixa informou que acordos presenciais estavam disponíveis apenas para quitação à vista, sem opção de parcelamento.
No Itaú, funcionários disseram não ter recebido instruções, embora a assessoria da instituição tenha garantido que o programa já estava ativo em todos os canais. O Bradesco e o Santander anunciaram que só iniciariam as operações nesta quinta-feira (7), após concluir ajustes técnicos e testes internos.
O governo havia lançado o Desenrola na segunda-feira (4), mas os bancos aguardaram até a noite de terça (5) por autorizações do Ministério da Fazenda e liberação de garantias do FGO (Fundo de Garantia de Operações). Ainda há pendências sobre o uso do FGTS como garantia.
Segundo o Banco do Brasil, mais de 40 mil clientes já procuraram informações sobre o programa. A Caixa afirmou que recebeu 5 mil consultas até o fim da tarde de quarta e que o primeiro acordo foi fechado em Várzea Paulista (SP), com desconto de 75% para quitação de dívida de cheque especial.
O Desenrola 2.0 prevê descontos em dívidas, redução da margem consignável, fim do cartão consignado e ampliação do prazo de pagamento. Apesar disso, a estreia foi marcada por incertezas e falta de padronização entre os bancos.
- folhapress