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Redação 25 de Maio, 2026
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Diesel S-10 cai pela 6ª semana seguida, mas segue acima do nível pré-conflito no Oriente Médio

Brasil
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Redação 25 de Maio, 2026

O mercado de diesel S-10 no Brasil segue em trajetória de queda pelo sexto período semanal consecutivo, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na última apuração, o litro foi vendido, em média, a R$ 7,16, uma redução de R$ 0,04 em relação à semana anterior.

Esse recuo ocorre após o combustível ter atingido o pico de R$ 7,58 no início de abril, impulsionado pela escalada das tensões no Oriente Médio envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. Desde então, o diesel já acumula baixa de R$ 0,42 por litro, embora ainda permaneça acima de R$ 1 em comparação ao período anterior ao conflito.

Entre os principais fatores para a queda estão a diminuição das cotações internacionais do petróleo e o aumento da produção interna. A Petrobras tem operado suas refinarias em níveis recordes, com fator de utilização acima de 100% da capacidade nominal em maio, além de registrar produção histórica de diesel S-10 no primeiro trimestre.

Esse avanço na produção doméstica também impactou diretamente o comércio exterior. Até a terceira semana de maio, a importação diária de óleos combustíveis — categoria que inclui o diesel — caiu cerca de 30% em relação ao mesmo período do ano passado. Por outro lado, mesmo com a redução no volume importado, os gastos totais subiram 26%, pressionados pelos preços internacionais.

No campo regulatório, o governo federal mantém desde março um programa de subvenção ao diesel, com o objetivo de conter a alta nos preços. O mecanismo prevê ressarcimento de até R$ 1,52 por litro para o diesel importado vendido abaixo do teto estabelecido.

Os valores máximos de venda variam conforme a origem do combustível. O diesel nacional tem teto entre R$ 3,99 e R$ 4,29 por litro, enquanto o importado é limitado a uma faixa de R$ 4,19 a R$ 4,43.

Apesar do programa, importadores relatam atrasos nos repasses da subvenção. Empresas afirmam que valores referentes a vendas de março ainda não foram liberados pela ANP, mesmo após o vencimento do prazo no fim de abril.

A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis alerta que a demora pode afetar as operações do setor privado e até gerar risco de desabastecimento, caso os pagamentos não sejam regularizados.

Em resposta, a ANP informou que já recebeu os dados necessários da Receita Federal para cálculo dos repasses e que os pagamentos devem ser realizados em breve.