Documentário sobre Aleixo Belov é finalista no Wild Oceans FilmFest
O diretor do curta, Tiago Abubakir, concorre ao prêmio "Melhor Cineasta Jovem"
O curta documentário biográfico “Belov: Uma vida no mar”, em homenagem ao navegador Aleixo Belov, acabou de ser selecionado no Wild Oceans FilmFest, um dos principais festivais de cinema europeus especializados na exibição de filmes com temática ligada ao mar.
De 491 filmes inscritos, vindos de 77 países, o curta “Belov: Uma vida no mar” foi um dos 37 selecionados, sendo o único produto brasileiro na competição, e já foi qualificado como finalista.
O diretor Tiago Abubakir concorre, agora, ao prêmio “Melhor Cineasta Jovem”, junto a outros 6 realizadores. O festival Wild Oceans é uma iniciativa da Fundación Bioparc, instituição espanhola voltada à conservação de biomas ao redor do mundo. As exibições acontecerão em novembro de 2024, no Oceanário de Gijón, na Espanha.
De acordo com o cineasta, em parceria com Luiz Humberto Campos,o conceito do curta foi elaborado após uma visita ao Museu do Mar, onde foi realizado um levantamento dos aspectos mais importantes da vida e da carreira do navegador Aleixo Belov. A nossa admiração pela sua biografia culminou na gravação de uma entrevista com o próprio Belov, em fevereiro de 2023. “Desse momento em diante, o maior desafio, para mim — enquanto diretor, produtor, co-argumentista, diretor de arte, editor, editor VFX, editor de som e pesquisador —, foi transformar uma entrevista, que poderia ter servido para inúmeros propósitos, em uma obra genuinamente cinematográfica, em um produto digno de ser apreciado em uma sala de exibição. Passei exatamente um ano trabalhando nesse projeto, pesquisando e coletando material no rico acervo da Fundação Aleixo Belov. Devo reconhecer que parte considerável da riqueza desse acervo se deve ao trabalho do fotógrafo e videógrafo Leonardo Papini, responsável pelos espetaculares registros das três últimas expedições no veleiro-escola “Fraternidade””, explica o cineasta Tiago Abubakir . Para o cineasta, “esta é a história contada pelo dono da história (e unicamente pelo dono da história), apurada pelo manuseio sofisticado da linguagem cinematográfica”. “Estamos levando a imagem do lendário Aleixo Belov e o nome de Salvador – Bahia, Capital da Amazônia Azul, para o mundo”, acrescenta.
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