Governo aumenta subsídio e anuncia medidas para conter alta dos combustíveis
Gasolina terá benefício maior, etanol ficará sem PIS/Cofins e diesel poderá receber até R$ 2,12 por litro em subsídios
O governo federal começa a aplicar nesta quinta-feira (10) um novo pacote de medidas para reduzir a pressão sobre os preços dos combustíveis. As ações anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliam o subsídio à gasolina, zeram os impostos federais sobre o etanol e criam uma nova subvenção para o diesel.
A ajuda destinada à gasolina passa de R$ 0,44 para R$ 0,63 por litro. Para o etanol, o governo zerou a cobrança de PIS/Cofins, o que representa uma redução de R$ 0,19 por litro. Os dois benefícios terão validade por um mês, entre 10 de setembro e 9 de outubro.
A mudança ocorre a menos de um mês do primeiro turno das eleições presidenciais.
Petrobras muda informação sobre preço da gasolina
A Petrobras chegou a informar, na noite de quarta-feira (9), que aumentaria em R$ 0,19 por litro o preço da gasolina vendida às distribuidoras.
Horas depois, durante a madrugada, a estatal corrigiu a informação e comunicou que não haverá aumento. De acordo com a correção, as distribuidoras terão, na realidade, um desconto de R$ 0,19 por litro.
Com o fim da subvenção anterior, que terminava nesta quarta-feira, o governo optou por utilizar a desoneração de impostos como mecanismo de redução do preço.
Subsídio ao diesel pode chegar a R$ 2,12 por litro
Outra medida anunciada pelo governo envolve o diesel rodoviário. Uma medida provisória assinada por Lula autoriza uma nova subvenção de R$ 1 por litro para produtores e importadores.
O benefício será somado ao subsídio de R$ 1,12 por litro que já está em vigor e tem validade até 26 de setembro. Durante o período de sobreposição, portanto, o valor poderá alcançar R$ 2,12 por litro.
O governo deverá reavaliar a situação no fim do mês e poderá alterar o valor do benefício conforme as condições do mercado.
A nova subvenção foi criada diante da instabilidade no mercado de combustíveis provocada por conflitos geopolíticos. O Ministério da Fazenda ficará responsável por definir o valor do benefício, que poderá ser modificado, suspenso ou prorrogado.
Governo prevê custo de R$ 7 bilhões por mês
As novas medidas terão um impacto fiscal estimado em R$ 7 bilhões por mês, segundo o governo federal.
A administração Lula afirma que esse valor será compensado pelo aumento da arrecadação relacionada à exploração e comercialização de petróleo.
O pacote foi anunciado em um momento de pressão sobre o mercado internacional, com o preço do barril de petróleo novamente acima de US$ 100, em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio.