Governo já gastou R$ 40 bilhões para tentar conter alta dos combustíveis
O governo federal já destinou cerca de R$ 40 bilhões em medidas para tentar conter a alta dos combustíveis provocada pelo aumento do preço do petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio. O valor foi informado nesta quinta-feira (24) pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
Desde março, foram adotadas medidas como subsídios, redução de impostos e incentivos para a comercialização e importação de combustíveis. Entre as ações estão recursos destinados à redução do preço do diesel e da gasolina, além de cortes temporários de PIS/Pasep e Cofins.
Apesar dos recursos empregados, os preços dos combustíveis não recuaram de forma generalizada. Desde o início do conflito, apenas o etanol registrou queda no preço médio de revenda, enquanto os demais combustíveis tiveram aumento. O diesel S10 acumula a maior alta, de 14,45%.
Ao mesmo tempo, o governo projeta arrecadar cerca de R$ 50 bilhões em receitas extraordinárias até o fim do ano, principalmente com recursos do pré-sal e do imposto de exportação. Os números mostram o tamanho do esforço financeiro feito pelo governo para tentar conter os preços, sem que a alta tenha sido totalmente revertida para o consumidor.