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Redação 10 de Agosto, 2026
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Grupo investigado pela Polícia Civil planejava ataques a prédios públicos e políticos em Brasília

Brasil
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Redação 10 de Agosto, 2026

Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal identificou um grupo que, segundo as autoridades, planejava ataques contra políticos e prédios públicos em Brasília por meio de conversas na internet. Os integrantes compartilhavam instruções para fabricação de explosivos, discutiam possíveis atentados e propagavam discursos de ódio e ideias de inspiração neonazista.

O caso foi revelado pelo programa Fantástico, exibido no domingo (9). De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, os suspeitos não chegaram a se encontrar pessoalmente e eram acompanhados pelas autoridades a partir das conversas mantidas em grupos restritos do Telegram. Uma das comunidades tinha mais de 600 participantes, enquanto um segundo grupo, formado por 46 pessoas consideradas mais radicalizadas, reunia conteúdos relacionados a possíveis ataques.

Segundo o relatório do Ciberlab, laboratório do Ministério da Justiça especializado no combate a crimes cibernéticos, as mensagens apresentavam elevado grau de periculosidade. Os integrantes compartilhavam manuais para fabricação de explosivos e coquetéis Molotov, calculavam custos e quantidades de materiais e discutiam ações contra locais públicos. Uma das comunidades utilizava uma imagem de Adolf Hitler no perfil. Também foram identificados conteúdos relacionados à misoginia e ao incentivo à violência.

O principal alvo apontado pelos investigadores seria o Palácio do Planalto, além de outros edifícios públicos. O grupo teria mapas de ministérios, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, além da planta baixa do Planalto, utilizada para discutir possíveis rotas de entrada e saída. De acordo com o delegado Coelho, os administradores também procuravam identificar integrantes dispostos a cometer assassinatos.

Na terça-feira (4), a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em oito cidades de cinco estados. Computadores e celulares recolhidos durante a operação ainda são analisados. Os investigados podem responder por crimes como associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista e incitação ao crime.

Para as autoridades, as conversas ultrapassavam o campo das discussões virtuais e indicavam possibilidade de execução dos planos. “Não eram práticas inocentes. O que estava ali sendo engendrado eram atentados sérios”, afirmou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. Em 2026, o Ciberlab já havia produzido 103 relatórios relacionados a mais de 50 grupos de ódio.