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Alexandre Galvão 23 de Setembro, 2024
Foto - Alexandre Galvão

Gusttavo Lima deu ‘guarida’ a foragidos e mostrou ‘falta de consideração’ com a Justiça, diz juíza

Brasil
Foto - Alexandre Galvão
Alexandre Galvão 23 de Setembro, 2024

A juíza Andrea Calado da Cruz, que determinou a prisão do cantor sertanejo Gusttavo Lima, afirma na peça que o artista ofereceu “guarida” a outros investigados na operação “Integration”. Ela assevera ainda que a relação do cantor com os outros investigados seria “em tese”, de característica “espúria e duvidosa”.

“No dia 1º de julho de 2024, NIVALDO BATISTA LIMA [verdadeiro nome de Gusttavo Lima] adquiriu uma participação de 25% na empresa Vai de Bet, o que acentua ainda mais a natureza questionável de suas interações financeiras. Essa associação levanta sérias dúvidas sobre a integridade das transações e a legitimidade dos vínculos estabelecidos”, aponta a magistrada.

Os investigados com relação com Gusttavo seriam Rayssa Ferreira Santana Rocha, Thiago Lima Rocha, José André da Rocha Neto e Aislla Sabrina Truta Henriques Rocha. Todos eles encontram-se foragidos da Justiça e foram, por determinação da mesma juíza, incluídos no “red notice”, que é quando a pessoa pode ser presa mesmo em país estrangeiro.

Falta de consideração – A juíza diz ainda que o cantor de “Ficha Limpa” demonstrou uma “alarmante falta de consideração pela Justiça”. “Sua intensa relação financeira com sses indivíduos, que inclui movimentações suspeitas, levanta sérias questões sobre sua própria participação em atividades criminosas. A conexão de sua empresa com a rede de lavagem de dinheiro sugere um comprometimento que não pode ser ignorado”.

Operação Integration – A Operação “Integration”, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco contra lavagem de dinheiro e jogos ilegais, apreendeu carros de luxo, avião, helicóptero, joias e embarcações e bloqueou mais de R$ 2 bilhões em ativos financeiros. Foram cumpridos 19 mandados de prisão, incluindo o da influenciadora Deolane Bezerra, presa no dia 4 de setembro.

Além das prisões, foram emitidos 24 busca e apreensão e medidas cautelares na capital de Pernambuco, em Campina Grande (Paraíba), Barueri (SP), Cascavel e Curitiba (PR), e Goiânia (GO). Na execução estão sendo empregados 170 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães.