Juros altos e endividamento deixam economia brasileira em alerta para 2027, diz levantamento
A economia brasileira pode enfrentar um 2027 de crescimento mais fraco, marcado pelo alto endividamento das famílias, crédito caro e redução dos investimentos. Segundo levantamento publicado pela Folha de S.Paulo, grandes empresas que fazem parte do Ibovespa já demonstram preocupação com um cenário econômico mais difícil no próximo ano.
Os efeitos das dívidas já atingem até mesmo o pagamento de contas básicas. Empresas como CPFL Energia e Copasa registraram aumento da inadimplência e têm reforçado as medidas de cobrança. De acordo com a Folha, muitas famílias, com o orçamento comprometido, acabam tendo de escolher quais despesas conseguem pagar.
No varejo e no setor financeiro, a cautela também aumentou. Empresas como Assaí e Renner enxergam uma pressão maior sobre o consumo, enquanto bancos alertam para os riscos relacionados ao crédito. A manutenção da Selic em patamares elevados dificulta o acesso a financiamentos e encarece as dívidas tanto para consumidores quanto para empresas.
As projeções do Boletim Focus, apontam crescimento de apenas 1,5% para o PIB em 2027. Diante desse cenário, companhias de diferentes setores já adotam planos mais conservadores, com cortes ou redução de investimentos, enquanto aguardam uma melhora nas condições de crédito e no poder de compra das famílias.