Médico é condenado à prisão por cobrar para “furar fila” do SUS
O médico ortopedista identificado como Adilson Cleto Bier foi condenado a seis anos de prisão pelo crime de corrupção passiva, após a Justiça reconhecer que ele cobrava pacientes para antecipar cirurgias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A decisão também determinou a perda da função pública vinculada às demandas do SUS e o pagamento de 27 dias-multa, calculados com base no salário mínimo vigente à época dos fatos. De acordo com a sentença, ainda cabe recurso, e o médico poderá recorrer em liberdade.
Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), as irregularidades ocorreram entre os anos de 2014 e 2015. A investigação apontou que o profissional realizava cobranças em seu consultório particular, prometendo priorizar procedimentos cirúrgicos de pacientes que aguardavam na fila do SUS.
O MP sustenta que o crime foi praticado sete vezes nesse período. Em 2015, o médico foi preso em flagrante após receber R$ 4,6 mil de uma paciente, valor que, conforme a acusação, seria destinado à antecipação da cirurgia ortopédica.