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Redação 28 de Maio, 2026
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MP de São Paulo mira esquema do PCC com fintechs e combustíveis adulterados

Brasil
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Redação 28 de Maio, 2026

O Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira (28) a segunda fase da Operação Carbono Oculto, batizada de “Operação Fluxo Oculto”, para investigar um novo esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.

A operação apura fraudes financeiras, uso de fintechs como bancos clandestinos e adulteração de combustíveis com nafta petroquímica, um tipo de solvente.

Ao todo, foram cumpridos 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), as fintechs investigadas funcionavam como estruturas financeiras paralelas da facção criminosa, realizando movimentações entre distribuidoras, postos de combustíveis, fundos de investimento e integrantes do grupo.

As investigações também apontam um esquema de desvio de nafta para adulteração de combustíveis na Grande São Paulo. De acordo com o Ministério Público, empresas de fachada simulavam compras legais do produto para esconder o verdadeiro destino do material.

A ação contou com apoio da Agência Nacional do Petróleo (ANP), além da Receita Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Secretarias da Fazenda estaduais.

Os investigadores identificaram ainda uma rede de empresas abertas em nome de terceiros, incluindo parentes, pessoas em situação de vulnerabilidade social e até detentos, usados como “laranjas” para dificultar o rastreamento financeiro.

A operação também mira quatro fundos de investimento suspeitos de integrar o esquema de lavagem de dinheiro. Juntos, os fundos possuem patrimônio estimado em R$ 205 milhões, valor que teria crescido mais de 200% em pouco mais de um ano, segundo o MP.