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Redação 11 de Junho, 2026
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Mulher que fingiu ter 12 anos diz em depoimento que fez tratamento por transtornos mentais

Brasil
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Redação 11 de Junho, 2026

Mulher de 37 anos afirmou à polícia que realizou acompanhamento em unidades de saúde mental desde a adolescência; defesa pede avaliação psiquiátrica

A mulher de 37 anos presa em Santa Catarina que se passou por uma adolescente de 12 anos, afirmou à polícia que possui histórico de acompanhamento em saúde mental desde a adolescência. O conteúdo do depoimento foi divulgado nesta quarta-feira (11) pela Record TV.

Identificada como Amanda Maria Souza de Oliveira, a investigada relatou que iniciou tratamento ainda jovem no Ceará. Durante o interrogatório, ela citou atendimentos realizados no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do município de Horizonte e no Hospital de Saúde Mental de Messejana, em Fortaleza.

Segundo Amanda, os registros desse acompanhamento ainda podem existir nas unidades de saúde. Ela afirmou acreditar que documentos relacionados aos atendimentos possam comprovar o tratamento realizado durante a adolescência.

Diante das declarações, a defesa solicitou que a Justiça determine uma avaliação sobre a saúde mental da investigada. O advogado Rafael Luiz Siewert defende a instauração de um incidente de insanidade mental para verificar se Amanda possui capacidade de responder pelos atos atribuídos a ela.

De acordo com o defensor, a medida também seria importante para garantir a segurança e a integridade da mulher durante o andamento do processo.

Durante o depoimento, Amanda também foi questionada sobre sua verdadeira identidade. Ela confirmou que seu nome é Amanda Maria Souza de Oliveira e admitiu ter utilizado informações falsas em registros anteriores. Ao falar sobre a idade, chegou a responder que diria o que constava nos documentos apresentados por ela, embora a Justiça a considere uma mulher de 37 anos.

A investigada ainda confessou ter registrado um boletim de ocorrência utilizando o nome de Karoliny da Silva Bastos. Segundo seu relato, os dados teriam sido retirados de uma certidão que ela afirma ter perdido posteriormente.

As investigações apontam que a identidade falsa permitiu que Amanda fosse acolhida por instituições voltadas à proteção de crianças e adolescentes. Conforme informações divulgadas pela Record TV, ela conseguiu vaga em um abrigo após se apresentar como menor de idade.

O Conselho Tutelar chegou a ser acionado durante o caso. Uma funcionária de uma das instituições relatou que Amanda informou a profissionais de saúde que tinha 13 anos, o que motivou o encaminhamento para serviços de acolhimento destinados a adolescentes.

Na época, o Ministério Público também solicitou medidas protetivas em favor dela, uma vez que a suspeita era tratada como adolescente e utilizava uma identidade falsa.

A investigação aponta ainda que Amanda viveu por cerca de 14 meses com uma família que acreditava estar acolhendo uma adolescente. Durante esse período, ela teria participado da rotina familiar, recebido comemorações de aniversário e conquistado a confiança dos responsáveis.

Uma das pessoas que afirma ter sido enganada chegou a tatuar o nome usado pela suspeita. Em depoimento exibido pela Record TV, a mulher relatou que Amanda dizia sofrer de câncer e alegava ter sido vítima de violência, histórias que teriam sensibilizado familiares e pessoas próximas.