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Redação 27 de Fevereiro, 2026
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Novo exame de sangue pode identificar Alzheimer ainda em fase inicial

Brasil
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Redação 27 de Fevereiro, 2026

Um teste sanguíneo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Complutense de Madrid surge como uma possível ferramenta revolucionária na identificação precoce do Alzheimer. O método apresentou taxa de acerto de 94,5% e teve os resultados divulgados na revista científica Journal of Neurology.

De acordo com o estudo, o exame é capaz de identificar no sangue a proteína p-tau217, considerada um dos principais indicadores biológicos das alterações cerebrais provocadas pela doença. A detecção desse marcador permite reconhecer o Alzheimer ainda em fases iniciais, antes que os sintomas mais evidentes, como a perda de memória, se manifestem.

O teste funciona a partir da análise de biomarcadores sanguíneos que sinalizam mudanças neurológicas associadas ao acúmulo de proteínas tóxicas no cérebro — processo que leva à degeneração dos neurônios e ao comprometimento progressivo das funções cognitivas.

A proposta dos pesquisadores é oferecer uma alternativa mais simples e acessível ao diagnóstico, diminuindo a dependência de procedimentos considerados invasivos ou de alto custo, como a punção lombar e exames avançados de neuroimagem.

Especialistas avaliam que a nova tecnologia pode agilizar a investigação clínica em pessoas com suspeita da doença, ampliando as chances de acompanhamento médico e intervenção terapêutica em estágios iniciais.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Alzheimer é responsável por aproximadamente dois terços dos casos de demência no mundo. A tendência é de crescimento no número de diagnósticos nas próximas décadas, impulsionada pelo envelhecimento da população global.

A pesquisa foi conduzida na Espanha com cerca de 200 voluntários acima dos 50 anos e integra o estudo intitulado Plasma Phosphorylated Tau 217 to Identify Preclinical Alzheimer Disease. A análise apontou que o exame contribuiu para a definição diagnóstica em cerca de um a cada quatro participantes avaliados.

Os autores ressaltam que a detecção precoce ainda representa um dos maiores desafios no enfrentamento do Alzheimer, já que o diagnóstico tardio costuma retardar o início do tratamento e o acompanhamento especializado.