PAC investe R$ 700 bilhões em dois anos, mas metade das obras ainda não começou
Dois anos após o relançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o governo federal já executou R$ 711 bilhões em investimentos. Apesar do volume expressivo, quase metade dos empreendimentos previstos ainda está na fase inicial e sequer teve as obras iniciadas.
O balanço, divulgado pela Casa Civil, reúne dados do Novo PAC entre agosto de 2023 e dezembro de 2024. Das cerca de 23 mil obras previstas, 11.181 (48,6%) ainda estão em fase de estudos, licenciamento ambiental ou elaboração de projetos. Outras 12,3% estão em processo de licitação ou leilão, totalizando mais de 60% dos empreendimentos ainda fora do canteiro de obras.
Até o momento, apenas 16,6% das obras foram concluídas e 22,4% estão em andamento. Os números acendem o alerta no governo federal, que já iniciou uma mobilização para pressionar Estados e municípios a destravarem os projetos.
O orçamento da União tem tido participação limitada: apenas 10% do total investido até agora, cerca de R$ 71 bilhões, saiu diretamente dos cofres federais. A maior parte do montante veio de investimentos privados (R$ 345 bilhões) e financiamentos, como os do FGTS (R$ 183 bilhões). Estatais como a Petrobras somam R$ 106 bilhões em aportes.
Com previsão de investimento total de R$ 1,3 trilhão até 2026, o Novo PAC é a principal aposta do terceiro mandato do presidente Lula (PT) para impulsionar a infraestrutura e a geração de empregos.