Calendário
sexta-feira, 31 de Julho, 2026
Redação 31 de Julho, 2026
Icone - Autor

Página que usava nome da PM é investigada por vender vídeos de tortura e mortes

Brasil
Icone - Autor
Redação 31 de Julho, 2026

A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR) e o Ministério Público do Estado investigam um perfil nas redes sociais suspeito de divulgar vídeos com cenas de extrema violência utilizando o nome da Polícia Militar do Paraná. A página, que chegou a reunir quase 23 mil seguidores no Instagram, foi retirada do ar após o início das investigações.

Segundo as apurações, o administrador do perfil é um homem de 22 anos, já identificado pelas autoridades. A Sesp informou que ele não integra a corporação e que, até o momento, não há qualquer indício de vínculo ou parentesco com policiais militares.

Além de publicar imagens de pessoas mortas, feridas e torturadas, o perfil direcionava os seguidores para um canal no Telegram, onde eram disponibilizados conteúdos com violência explícita. As autoridades também investigam se o suspeito lucrava com a atividade.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, o canal solicitava pagamentos via Pix para manter a divulgação de vídeos envolvendo abusos de autoridade e outras cenas violentas.

As investigações apontam ainda que as publicações eram acompanhadas por comentários e piadas sobre mortes, prisões e ações policiais. Entre os materiais analisados está uma imagem de um policial armado, segurando um charuto em frente a uma viatura da Polícia Militar e a um veículo da Polícia Científica.

Capturas de tela obtidas durante a investigação também indicam que alguns policiais comentaram e compartilharam conteúdos da página. A Sesp informou, porém, que os nomes e as imagens dessas pessoas foram preservados porque elas ainda não são alvo do inquérito.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná afirmou que não compactua com práticas que desrespeitem a legislação e a dignidade humana. O órgão informou que uma perícia detalhada está em andamento para apurar a possível participação de outras pessoas no caso.

A pasta acrescentou que, caso seja comprovado o envolvimento de policiais na administração ou colaboração com o perfil, os responsáveis serão submetidos às medidas previstas na legislação.