Professor é esfaqueado nove vezes por aluno de 15 anos após nota baixa
O professor particular Vinícius Siqueira Figueiredo, de 23 anos, foi esfaqueado nove vezes por um estudante de 15 anos durante uma aula na noite de quarta-feira (26), em um centro de reforço escolar em Manaus (AM). Segundo a defesa do professor, o ataque teria ocorrido após o adolescente se frustrar com uma nota baixa em uma avaliação.
De acordo com os advogados, Vinícius estava escrevendo no quadro quando foi surpreendido pelas costas pelo estudante. Os golpes atingiram regiões próximas ao pescoço, além dos braços e das pernas. A vítima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada inicialmente ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto. Depois, foi transferida para uma unidade hospitalar particular, onde permanece internada. A família informou que o professor está fora de perigo, mas ainda passa por avaliações médicas.
O caso é investigado pela Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai) como ato infracional análogo ao crime de tentativa de homicídio. O adolescente se apresentou à delegacia na tarde de quinta-feira (27), prestou depoimento e posteriormente foi encaminhado para a Unidade de Internação Provisória (UIP).
Adolescente não esclareceu motivo do ataque
Segundo o delegado Luiz Rocha, o adolescente não explicou durante o depoimento o que teria motivado a agressão. Ele também não esclareceu por que levou uma faca para a aula. A possibilidade de que o ataque tenha ocorrido após uma nota baixa foi apresentada pela defesa do professor.
Os advogados afirmam ainda que não existiam registros de conflitos anteriores entre Vinícius e o estudante. Testemunhas relataram que o adolescente tinha um comportamento mais retraído.
Vinícius cursa o ensino superior e trabalha como professor particular há cerca de dois anos. A atividade é utilizada pelo jovem para complementar a renda e contribuir com os custos dos próprios estudos.
O pai do professor, Theurym Figueiredo, acompanhou os procedimentos na delegacia e lamentou a violência sofrida pelo filho.
“Meu filho é um menino bom, é um menino que só faz as coisas que ele julga boas. Não há necessidade para isso, não há justificativa, não há nada”, afirmou ao G1.