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Redação 24 de Abril, 2025
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Restauração da Praça dos Três Poderes vai custar R$ 22 milhões, diz Iphan

Brasil
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Redação 24 de Abril, 2025

Obras começam em julho e incluem recuperação estrutural, restauro de obras de arte e reforço na segurança

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) apresentou nesta quinta-feira (24) o projeto de restauração da Praça dos Três Poderes, em Brasília. O espaço, que foi alvo de vandalismo durante o de 8 de janeiro de 2023, receberá um investimento estimado de R$ 22 milhões, com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

As obras estão previstas para começar em julho deste ano e devem ser concluídas no segundo semestre de 2026. O projeto prevê a recuperação completa do piso e das estruturas danificadas, restauro de obras de arte, requalificação da iluminação da praça e dos monumentos, além de melhorias nos sistemas de acessibilidade, como instalação de piso podotátil e rampas, e intervenções na drenagem e sinalização. Também serão instaladas novas câmeras de segurança e bancos.

Entre os elementos que passarão por restauro estão a escultura “Os Candangos”, o Museu da Cidade, as esculturas de Israel Pinheiro, Juscelino Kubitschek e Tiradentes, o Pombal, o espaço Lúcio Costa e o Marco Brasília.

Segundo o presidente do Iphan, Leandro Grass, o objetivo é garantir segurança e conforto aos visitantes, sem alterar o projeto original da praça, concebido por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. Ele lembrou que, durante os atos de 8 de janeiro, vândalos utilizaram pedras portuguesas do piso para atacar policiais. “A praça precisa estar segura”, afirmou.

As prioridades de intervenção foram definidas a partir de uma consulta pública, que ouviu pouco mais de 100 cidadãos sobre melhorias desejadas no espaço. Após um atentado a bomba em novembro de 2024, que resultou na morte de um homem em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), o Iphan também se reuniu com representantes da Suprema Corte, do Senado e da Câmara dos Deputados para discutir o reforço das medidas de segurança na área, como a manutenção de grades e o aumento do monitoramento por câmeras.

Além da Praça dos Três Poderes, o Novo PAC prevê recursos para outras iniciativas de preservação: R$ 500 mil serão destinados ao Museu Vivo da Memória Candanga e R$ 200 mil ao Catetinho, ambos em parceria com o governo do Distrito Federal.

Inicialmente sob responsabilidade do GDF, a manutenção da Praça dos Três Poderes foi assumida pelo governo federal após críticas da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, quanto ao estado de abandono do local. Atualmente, o espaço apresenta pedras soltas, mato alto, estruturas danificadas e áreas manchadas. Esta será a primeira restauração da praça desde a inauguração de Brasília, em 1960, com foco na preservação arquitetônica e histórica do espaço cívico.