STF mantém Deolane presa e Flávio Dino rejeita pedido de soltura
Influenciadora é investigada por suposta lavagem de dinheiro ligada ao PCC; ministro afirmou que não identificou ilegalidade na prisão
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido de soltura da influenciadora Deolane Bezerra, presa na última quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital.
A decisão foi assinada no sábado (23) e publicada neste domingo (24). No despacho, Dino afirmou que o STF não é a instância adequada para analisar o pedido, já que a prisão foi determinada pela Justiça de primeira instância.
Segundo o ministro, a defesa deveria utilizar os meios processuais cabíveis antes de recorrer à Suprema Corte. Mesmo assim, Dino afirmou que não identificou ilegalidade na prisão que justificasse uma soltura imediata.
“Não detecto manifesta ilegalidade ou teratologia hábil à concessão da ordem de habeas corpus”, escreveu o ministro na decisão.
De acordo com as investigações, Deolane teria recebido valores oriundos de uma transportadora apontada como empresa de fachada usada pelo PCC para movimentação financeira ilegal. A polícia suspeita que a influenciadora participava da lavagem de dinheiro da organização criminosa.
Ela foi presa em uma mansão no bairro de Alphaville, em Barueri, na Grande São Paulo, e posteriormente transferida da Penitenciária Feminina de Santana para a unidade prisional de Tupi Paulista, no interior do estado.
A penitenciária, que tem capacidade para 714 detentas, atualmente abriga mais de 870 presas.
Essa não é a primeira vez que Deolane enfrenta problemas judiciais. Em setembro de 2024, ela já havia sido presa em Recife durante a Operação Integration, investigação que apurava lavagem de dinheiro e jogos ilegais.
Com mais de 20 milhões de seguidores nas redes sociais, Deolane ganhou notoriedade nacional após a morte do funkeiro MC Kevin, em 2021. O artista morreu após cair da varanda de um hotel no Rio de Janeiro. O caso foi tratado pela polícia como acidente.
Após a repercussão do episódio, a advogada criminalista passou a acumular contratos publicitários, participações em programas de TV e reality shows, consolidando sua presença no meio artístico e digital.