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Ambulantes protestam em frente à antiga rodoviária de Salvador após exclusão do novo terminal

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Redação 22 de Janeiro, 2026

Trabalhadores afirmam que não foram autorizados a migrar para a rodoviária de Águas Claras e denunciam perda de renda

Ambulantes que atuavam na antiga rodoviária de Salvador realizam, na manhã desta terça-feira (22), um protesto em frente ao antigo terminal, na região do Iguatemi. O grupo reclama que não foi autorizado a trabalhar na nova rodoviária, inaugurada no bairro de Águas Claras, e denuncia o impacto econômico provocado pela mudança.

A transferência do terminal rodoviário já vinha sendo apontada como um fator de risco para comerciantes, ambulantes e donos de pequenos restaurantes populares que dependiam do fluxo intenso de passageiros no local. Com o esvaziamento da área, trabalhadores relatam queda brusca na renda e incerteza sobre o futuro.

Segundo a Sinart (Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico), concessionária responsável pela administração do terminal, cerca de 90% dos trabalhadores manifestaram interesse em seguir para o novo espaço. Os outros 10%, conforme a empresa, não se adequaram às regras exigidas e, por isso, não foram incluídos no processo de transferência.

A concessionária informou ainda que está oferecendo apoio aos lojistas e que apenas estabelecimentos com obras concluídas estão autorizados a funcionar. A abertura do comércio na nova rodoviária ocorre de forma gradual, já que o terminal ainda apresenta áreas com tapumes e intervenções em andamento, principalmente no setor de desembarque e no entorno do SAC.

Atualmente, apenas algumas empresas de transporte, como Águia Branca, Rota e Cidade Sol, já operam no pavimento superior. Outras companhias ainda não iniciaram as atividades presenciais, mantendo a venda de passagens restrita aos canais online.

Sobre a situação dos ambulantes, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou, no último dia 13 de janeiro, que o governo do estado mantém diálogo com representantes da categoria em busca de soluções. No entanto, destacou que o novo terminal não comporta cerca de 150 ambulantes.

Jerônimo também ressaltou a necessidade de garantir condições mínimas de dignidade para os trabalhadores que permanecerem no espaço. “Quem vai ficar 12 horas precisa ter um sanitário ao invés de procurar um muro ou um poste para fazer suas necessidades”, afirmou.