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Redação 14 de Fevereiro, 2025
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Após desabamento, seis igrejas são interditadas em Salvador; veja quais

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Redação 14 de Fevereiro, 2025

Vistorias seguem em andamento

Seis igrejas católicas foram interditadas em Salvador após vistorias realizadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pela Defesa Civil. A medida foi tomada após o desabamento de parte da Igreja de São Francisco na última semana, que resultou na morte de uma turista de 26 anos.

Além da Igreja de São Francisco, onde ocorreu o acidente, os templos fechados foram:

  • Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem
  • Igreja de Nossa Senhora do Monte Serrat
  • Igreja dos Perdões
  • Igreja de Nossa Senhora da Ajuda
  • Igreja da Ordem Terceira do Carmo
  • Igreja de São Miguel

Segundo o Iphan, as vistorias são preventivas e contam com o apoio de uma força-tarefa com 15 servidores vindos de outros estados. O órgão destacou que “o Iphan sempre fiscalizou os bens tombados”, mas que agora há um “incremento dessas ações em 2024”, reforçando a parceria com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros.

A Bahia possui 184 bens tombados pelo Iphan, sendo 51 igrejas. Em Salvador, 30 templos estão sob proteção do órgão. Até o momento, 12 igrejas foram vistoriadas e, segundo levantamento da TV Bahia, oito delas necessitam de reparos.

O presidente do Iphan, Leandro Grass, afirmou que ainda não há um balanço completo sobre os problemas estruturais encontrados, mas ressaltou que, em geral, as vistorias apontam para questões recorrentes em patrimônios históricos, como “madeira corroída por cupins, telhados comprometidos, rachaduras, infiltrações e mofo”.

Para que as igrejas possam reabrir, é necessário que todas as falhas identificadas sejam corrigidas, responsabilidade que, segundo o Iphan, cabe aos proprietários. No entanto, ele explica que a legislação prevê a possibilidade de auxílio financeiro público para imóveis tombados, desde que se encaixem nos critérios estabelecidos. “A legislação brasileira diz que os proprietários de imóveis tombados como bem cultural e que não têm condições financeiras de cuidar deles adequadamente podem receber recurso público, mas não significa que vão”, disse.

Por fim, Grass reforçou que a decisão de interdição e reabertura das igrejas cabe à Defesa Civil. “O Iphan participa das vistorias para atualizar seu banco de dados sobre o estado dos bens, mas quem determina o alto risco e a necessidade de interdição é a Defesa Civil da cidade”, concluiu.