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Redação 06 de Abril, 2026
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Bahia registra alta de quase 192% nos casos graves de influenza em 2026

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Redação 06 de Abril, 2026

O avanço das doenças respiratórias graves tem colocado a Bahia em estado de atenção em 2026. A capital Salvador, inclusive, está entre as 14 capitais brasileiras classificadas em nível de alerta, risco ou alto risco para circulação da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo monitoramentos epidemiológicos recentes.

Cenário atual no estado

Neste ano, já foram contabilizados 1.732 casos de SRAG em todo o território baiano, com 62 mortes registradas. Em comparação com o mesmo período de 2025, houve um crescimento discreto de 2,24% no número de casos, enquanto os óbitos apresentaram redução de 26%.

A síndrome reúne as formas mais severas das infecções respiratórias e pode evoluir para complicações graves, como pneumonia e insuficiência respiratória.

Influenza lidera aumento das infecções

O crescimento mais expressivo está relacionado à influenza. Dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) mostram que, entre 1º de janeiro e 27 de março, foram registrados 254 casos graves associados ao vírus, contra 87 no mesmo intervalo do ano passado, representando aumento de 191,95%.

O boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta que a circulação da influenza A tem impulsionado o avanço das infecções respiratórias em todo o país. Nas últimas quatro semanas, as mortes ligadas ao vírus cresceram 36,9%, e a Bahia aparece entre os estados com tendência de alta.

Outros vírus identificados

Além da influenza, os boletins epidemiológicos confirmaram 74 casos de covid-19, 557 ocorrências por vírus não especificados, outros 557 registros atribuídos a diferentes vírus respiratórios e 12 casos provocados por agentes diversos.

Sintomas e tratamento

Os sinais mais comuns incluem febre, tosse, dor de garganta e coriza. Em situações mais graves, podem surgir falta de ar e comprometimento pulmonar. O tratamento envolve hidratação, controle dos sintomas com medicamentos e, quando indicado, uso de antivirais, principalmente em pacientes considerados mais vulneráveis.

Vacinação segue como principal proteção

A campanha nacional de vacinação contra a influenza permanece ativa até 30 de maio, com doses gratuitas disponíveis nas unidades de saúde. O público prioritário inclui crianças, idosos, gestantes, pessoas com comorbidades e profissionais das áreas de saúde e educação.

Autoridades de saúde também recomendam medidas preventivas como higienização frequente das mãos, uso de máscara ao apresentar sintomas gripais e isolamento temporário para evitar a transmissão dos vírus respiratórios.