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Redação 18 de Março, 2026
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Furto de cabos cresce em Salvador, aumenta prejuízos e acende alerta para riscos fatais

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Redação 18 de Março, 2026

O furto de cabos e equipamentos da rede de iluminação pública continua provocando prejuízos e preocupação em Salvador. Dados da Diretoria de Serviços de Iluminação Pública (Dsip) apontam que, entre janeiro e 15 de março de 2026, houve aumento de aproximadamente 18% nas ocorrências em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Além do impacto financeiro, a prática tem gerado riscos graves à segurança da população. Nesta quarta-feira (18), um homem morreu após sofrer uma descarga elétrica enquanto tentava retirar fios de um poste na Avenida Vasco da Gama. O caso evidenciou o perigo envolvido nesse tipo de crime.

Segundo a Dsip, somente neste ano os gastos com reposição de materiais já ultrapassam R$ 902 mil. Em 2025, os prejuízos causados por furtos e atos de vandalismo na iluminação pública chegaram perto de R$ 5 milhões — valor que poderia ter sido destinado à expansão e modernização do sistema na capital baiana.

De acordo com o diretor do órgão, Ângelo Magalhães, os danos vão além das perdas financeiras. Ele explica que a retirada irregular dos cabos pode deixar estruturas energizadas e expostas, aumentando significativamente o risco de acidentes. “A rede elétrica exige cuidados técnicos específicos, e qualquer intervenção clandestina pode provocar situações graves”, ressaltou.

Entre as áreas mais afetadas estão bairros como Itapuã, Dique do Tororó, Jardim das Margaridas, Brotas, Valéria, Nova Brasília, Uruguai, Engenho Velho de Brotas e Pituba. Nessas localidades, as equipes municipais realizam reposições frequentes, muitas vezes nos mesmos pontos devido à reincidência dos furtos.

Para tentar reduzir as ocorrências, a prefeitura tem adotado medidas de prevenção, incluindo a instalação de estruturas antivandalismo em aço inox, além do reforço no monitoramento e na fiscalização em regiões consideradas mais críticas.

O gestor reforça que o problema exige atenção coletiva, principalmente pelos riscos envolvidos. “Não é apenas uma questão de prejuízo material. Trata-se de uma prática extremamente perigosa, que pode causar acidentes fatais tanto para quem comete o furto quanto para pessoas que circulam nas proximidades”, alertou.