Furto de cabos em semáforos gera prejuízo de mais de R$ 1 milhão e afeta trânsito em Salvador
O furto e a depredação de semáforos seguem causando impacto significativo em Salvador. Somente em 2025, os danos provocados por essas ações criminosas já ultrapassam R$ 1,1 milhão, afetando diretamente o funcionamento do trânsito na cidade.
De acordo com a Transalvador, os casos estão ligados, principalmente, à tentativa de roubo de cabos de cobre presentes nos equipamentos. Durante a ação, os criminosos acabam comprometendo toda a estrutura dos semáforos, o que gera falhas na sinalização e aumenta os riscos de acidentes, sobretudo para pedestres e motociclistas.
Embora haja uma redução nos prejuízos registrados entre 2022 e 2025, os valores ainda permanecem elevados. O superintendente do órgão, Diego Brito, destacou que o problema vai além das perdas financeiras e atinge a segurança da população. Segundo ele, quando um equipamento deixa de funcionar, a via se torna imediatamente mais perigosa e desorganizada.
As ocorrências costumam acontecer durante a madrugada, especialmente em regiões centrais e em avenidas com grande fluxo e concentração de sinaleiras. Entre os pontos mais afetados estão vias tradicionais do Centro, como Joana Angélica, Sete de Setembro e J.J. Seabra, além de corredores importantes como Silveira Martins, Barros Reis, Afrânio Peixoto e Dorival Caymmi.
Mesmo com medidas de proteção, como a instalação dos cabos em dutos subterrâneos a cerca de 40 centímetros de profundidade e protegidos por concreto, os criminosos conseguem acessar a fiação escavando o solo. Há também registros de indivíduos que monitoram a instalação dos equipamentos para agir logo após a saída das equipes técnicas.
O tempo de reparo varia conforme a gravidade do dano. Em situações mais simples, o serviço pode ser concluído em até três horas. Já nos casos em que há destruição total do sistema, o restabelecimento pode levar até dois dias, exigindo a atuação de equipes maiores e o uso de equipamentos específicos.
A prática segue sendo um desafio para o poder público, que precisa lidar com prejuízos constantes e, ao mesmo tempo, garantir a segurança e a fluidez no trânsito da capital baiana.