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Redação 20 de Outubro, 2026
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Laudo aponta choque hemorrágico como provável causa da morte do macaco de Marcell Moraes

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Redação 20 de Outubro, 2026

O laudo necroscópico do macaco-prego Alcebíades, que pertencia ao ex-deputado estadual Marcell Moraes, aponta o choque hipovolêmico de origem hemorrágica como provável causa da morte do animal, ocorrida em 5 de outubro, após ser capturado pela Polícia Militar em Salvador. O documento, concluído nesta terça-feira (20), foi elaborado pelo laboratório de patologia veterinária Histopathus.

Segundo o exame, foram identificadas hemorragias em diferentes regiões do corpo, além de hematomas na cabeça e lesões no encéfalo compatíveis com traumatismo cranioencefálico. Na conclusão, os veterinários afirmam que os achados são compatíveis com “choque hipovolêmico de origem hemorrágica”, associado a sangramentos em diferentes tecidos e órgãos.

O laudo ressalta, porém, que os achados macroscópicos não permitem atribuir todas as hemorragias exclusivamente ao traumatismo.

“Deve-se considerar a possibilidade de distúrbio concomitante da hemostasia, potencialmente responsável por desencadear ou agravar o quadro hemorrágico”, aponta o documento.

Sobre a suspeita de envenenamento, o laboratório destaca que o histórico de possível exposição a substâncias químicas ou tóxicas “não pode ser aferido na avaliação necroscópica e necessita da realização de exames toxicológicos específicos”. Amostras de órgãos foram coletadas para análises histopatológicas, toxicológicas e moleculares, que poderão ajudar a esclarecer o caso.

Alcebíades morreu no mesmo dia em que foi capturado na região da Paralela, após invadir imóveis de um condomínio e deixar cinco pessoas feridas. Segundo o laudo do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), o animal chegou ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) desacordado, com acentuado rebaixamento do nível de consciência e temperatura corporal de 42 °C. O órgão ressaltou que os sinais clínicos eram inespecíficos e que, até a conclusão dos exames, não seria possível confirmar intoxicação ou estabelecer definitivamente a causa da morte.

Após o óbito, Marcell Moraes cobrou uma investigação independente e afirmou que buscaria a responsabilização dos envolvidos.

“Meu filho está morto, e eu exijo uma perícia séria e independente”, declarou o ex-deputado nas redes sociais.