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Redação 26 de Fevereiro, 2026
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Mãe denuncia babá após filhos apresentarem clonazepam no organismo em Salvador

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Redação 26 de Fevereiro, 2026

Uma mãe denunciou à Polícia Civil da Bahia uma babá suspeita de ter administrado medicamento de uso controlado a duas crianças no bairro de Matatu de Brotas, em Salvador. O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca).

As vítimas são irmãos, um menino de 4 anos e uma bebê de 4 meses. Exames médicos apontaram a presença de Clonazepam no organismo das duas crianças. O medicamento é indicado para tratamento de ansiedade e só deve ser utilizado com prescrição médica.

Segundo relato da mãe, Hanna Tayme, as suspeitas começaram após mudanças bruscas no comportamento dos filhos. Ela afirmou que ambos passaram a apresentar sonolência excessiva e irritabilidade. O quadro mais grave foi observado no menino mais velho, que apresentava dificuldades para falar e se manter em pé, além de irritação intensa. Já a bebê demonstrava falta de reação.

De acordo com a mãe, a babá cuidava do filho mais velho desde pequeno e era considerada uma pessoa de confiança. Após o fim da licença-maternidade, ao retomar o trabalho, ela percebeu que as crianças estavam diferentes, mas inicialmente atribuiu a mudança à nova rotina.

No dia seguinte, o pai levou o menino a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ao notar o agravamento do estado de saúde. A mãe, ao buscar a bebê, relatou que a encontrou sem reações e também a levou para atendimento médico. A criança foi transferida para o Hospital Municipal de Cajazeiras após quase sofrer uma parada respiratória. A família permaneceu na unidade até domingo, quando os exames confirmaram a presença da substância.

Antes da divulgação dos resultados, a mãe questionou a cuidadora sobre a possibilidade de ter administrado algum medicamento. Segundo ela, a babá negou inicialmente. Após a confirmação do exame, a mulher enviou um vídeo mostrando uma embalagem de Clonazepam, alegando que teria encontrado o remédio no carrinho da bebê e que o menino mais velho teria ingerido e oferecido à irmã.

O filho mais velho segue realizando exames complementares, inclusive no Instituto Médico Legal (IML). A ocorrência foi registrada na Dercca, que informou, por meio de nota, que realiza diligências e oitivas para esclarecer as circunstâncias do caso.

A investigação apura como o medicamento foi ingerido e se houve responsabilidade por parte da cuidadora.